sexta-feira, 15 de abril de 2011

Deputado do PDT que rejeitou benefícios cria inimigos na Câmara

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília

  • José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi o deputado proporcionalmente mais votado do país nas eleições José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi o deputado proporcionalmente mais votado do país nas eleições
"Eu quero falar sobre as minhas propostas. As propostas." Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) quer evitar rótulos depois de já ter se tornado um incômodo para vários colegas. Novato na Câmara, abriu mão de uma série de benefícios, de forma irrevogável e sem precedentes. Defensor da austeridade no Congresso, onde é chamado de demagogo e de Dom Quixote por (muitos) adversários, ele cobra mais ousadia nos cortes de gastos públicos do governo da presidente Dilma Rousseff.
Com mais de 266 mil votos, ou 19% dos eleitores no Distrito Federal, o economista carioca ganhou destaque na Câmara Distrital durante o escândalo que levou à queda do então governador, José Roberto Arruda. Lá, tomou medidas semelhantes às que adotou no Congresso Nacional no início de seu primeiro mandato. Abriu mão dos 14º e 15º salários, rejeitou a cota de passagens aéreas, fixou em nove o número de assessores de gabinete –poderiam ser 25–, e descartou receber qualquer verba indenizatória até o fim do mandato.
"Se o político faz algo errado, jogam pedra. Se faz o que é certo, querem julgar a intenção. Eu pelo menos estou fazendo a minha parte. Tudo que eu proponho eu dou exemplo antes no meu gabinete", disse Reguffe ao UOL Notícias. "Quem dera tantos fossem demagogos como eles acham que eu sou. O contribuinte agradeceria. A população hoje não acredita na classe política. Isso é culpa dos personagens, por desvios éticos inaceitáveis. Mas também é culpa do sistema como um todo. Um sistema que os políticos profissionais não querem mudar."
De acordo com cálculos do pedetista, ao final do seu mandato ele terá economizado aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões com suas medidas. Se todos os 513 deputados tomassem as mesmas iniciativas, a economia seria de mais de R$ 1,2 bilhão –embora esteja nesse valor o auxílio-moradia, fundamental para parlamentares de fora de Brasília. "Podem me criticar por qualquer coisa, menos dizer que eu não fiz no meu mandato exatamente o que disse que ia fazer na minha campanha”, afirma Reguffe. "Isso que fiz é compromisso de campanha."
Foto 1 de 5 - Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) abriu mão de uma série de benefícios na Câmara, de forma irrevogável e sem precedentes, o que gerou inimizades Divulgação

Governo e propostas

Eleitor de Marina Silva (PV) na disputa presidencial, o pedetista aprova as medidas "impopulares, mas necessárias" de Dilma na área econômica, como o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no uso de cartão de crédito no exterior e os cortes no orçamento, que superam os R$ 50 bilhões. Mas acredita que é pouco diante do "governo gordo" que gasta 90% do que arrecada com custeio da máquina. "O Estado não tem de ser eficiente. Precisamos fazer um choque de gestão para que o Estado cumpra sua função", disse.
Um dos alvos do deputado em seus primeiros meses de Congresso é o projeto do trem-bala entre Rio de Janeiro e São Paulo, aprovado esta semana e que destinará R$ 20 bilhões em financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a uma obra que ele considera "uma corrupção das prioridades". “Temos que investir em educação, saúde e segurança pública. Não é prioridade construir um trem”, disse ele, pausadamente, por conta de uma gripe pesada, mas que não o impediu de ir às votações na Câmara na quarta-feira (13).
O deputado defende, entre outras medidas de austeridade, a redução do número de ministérios e dos cargos de confiança. Ele também defende uma correção nos limites de isenção da tabela de Imposto de Renda, o que aliviaria a carga tributária sobre assalariados e membros da classe média. "O governo só propõe corrigir a tabela em 4,5%, abaixo da inflação no período. Se usarmos o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 1%, podemos diminuir a defasagem na tabela. A proposta atual aumenta mais a carga tributária", disse.
Ao lado de colegas que o criticam e fazem piada do seu jeito espartano, ele atua na comissão pela reforma política com cinco propostas: acabar com a reeleição para cargos majoritários e limitação de uma recondução em cargos legislativos; voto distrital; fim do voto obrigatório; abertura para revogação de mandatos de eleitos que não cumpram seus compromissos e campanha e financiamento público de campanha, com possibilidades idênticas para todos os partidos. "Tem de ganhar pelo conteúdo, e hoje é uma competição para arrecadar", avalia.
Da mesma forma que fez na Câmara Distrital, onde não faltou em nenhuma sessão ordinária ao longo de seu mandato, Reguffe participa da Comissão de Defesa do Consumidor no Congresso. Defende o fim da assinatura básica de telefone, água e luz.  Os planos de saúde também atraem a antipatia do pedetista. "Precisam ser fiscalizados", afirmou. Simpatia ele só se permite ter em público pelo catolicismo –frequenta missas todos os domingos– e pelo Flamengo. "Nenhum dos dois é por demagogia", brinca. "Nem o resto."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Presidente do TSE defende fim das coligações e das doações de pessoa jurídica


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, defendeu na manhã desta quinta-feira (14), durante audiência na Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados, o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais, o limite nos gastos de campanha, o fim das doações das pessoas jurídicas e a instituição de uma cláusula de desempenho inteligente e razoável.

O ministro frisou, logo no início de sua fala, que se pronunciava perante os deputados da comissão mais como cidadão e acadêmico do que propriamente como membro do Poder Judiciário. Até porque, segundo Lewandowski, a competência para levar a cabo esta importante, mas também espinhosa missão [a Reforma Política], é exclusiva do Congresso Nacional”. Lewandowski disse achar importante que os parlamentares tenham em mente que o sistema eleitoral é um processo dinâmico, e que dessa forma os congressistas devem se preocupar em fazer uma reforma possível.

Lewandowski foi convidado pelos integrantes da Comissão para falar sobre "Sistemas Eleitorais". As audiências públicas realizadas pela comissão têm como objetivo promover uma reforma política responsável, ampla e consistente, ouvindo as sugestões de diversos segmentos da sociedade civil e do poder público.

Após discorrer sobre a história do voto desde a instalação da Justiça Eleitoral no país, em 1932, o ministro falou sobre os principais pontos que estão na pauta da comissão, referente à reforma política.

Coligações

Lewandowski defendeu o fim das coligações para o sistema proporcional. Para ele, o voto proporcional e as coligações, da forma como existem hoje, seriam incompatíveis. O sistema proporcional tem como grande vantagem dar voz às minorias, disse o ministro. Mas depois do fim da verticalização das coligações, a reunião dos partidos, sem essa verticalização, retirou qualquer sentido ideológico ou programático dos blocos. A coligação só tem sentido “em um sistema que tenha partidos ideológicos, programáticos, que se unem de forma vertical em todo o país para atingir um determinado fim, para tentar impor, dentro de um processo democrático, seu ideário”, assentou o ministro.

Voto distrital

A questão do voto distrital também foi abordada pelo ministro. Ele falou sobre o chamado "distritão", sistema misto que eliminaria o sistema proporcional, e consequentemente a expressão das minorias. Isso porque o "distritão" adota o sistema majoritário, uma vez que seriam eleitos os candidatos mais votados no estado ou no município. "Isso beneficiaria o personalismo e enfraqueceria os partidos", disse Lewandowski. Ao afastar o candidato de seu eleitor, esse sistema misto acaba, ainda, por encarecer a eleição, segundo ele.

Já o sistema distrital puro tem como principais vantagens aproximar o eleitor de seu candidato e reduzir o custo da eleição – o distrito é menor, fazendo com que o candidato precise gastar menos para “falar” com seu eleitor, explicou. Mas o sistema, no entender do ministro, beneficiaria uma espécie de paroquialismo, uma vez que os candidatos eleitos por seus distritos acabariam por levar os problemas de suas comunidades para as assembleias legislativas ou até mesmo para a Câmara dos Deputados. Cada parlamentar seria como um “vereadorzão”, disse Lewandowski, pedindo licença pelo termo.

Listas

O ministro fez considerações sobre a criação das listas para a disputa dos cargos. Segundo ele, a lista fechada é uma forma de fortalecer os partidos, mas tem como risco a perpetuação de oligarquias. Lewandowski disse que se os parlamentares optarem por propor esse sistema, devem ter cuidado para evitar essa perpetuação. Mais uma vez, Lewandowski disse que o sistema de listas fechadas só faz sentido em um processo com partidos fortes. Para que esse sistema seja eficaz, o ministro disse entender que é necessário, ainda, garantir a participação da militância na elaboração dessas listas.

Outra crítica a esse tipo de lista é que ela frustra o eleitor, que não pode escolher os seus candidatos, lembrou Lewadowski. Isso porque no sistema em uso do Brasil, o eleitor vota normalmente no candidato de sua preferência e, em consequência, no seu partido. A mudança nesse sistema pode gerar frustrações, disse o ministro.

Voto facultativo

No entender do presidente do TSE, ao contrário do que muitos afirmam, o voto facultativo já existe no Brasil. O eleitor pode justificar sua falta às eleições com muita facilidade. Mas felizmente, apesar desta facilidade toda, o cidadão brasileiro tem respondido de forma muito altaneira ao chamamento da Justiça Eleitoral. Nesse ponto, o ministro lembrou que a abstenção média, nas eleições de 2010, foi de 20%. Alguns países europeus, onde o voto é facultativo e os cidadãos são bastante politizados, tiveram abstenções da ordem de 80%, revelou. O ministro disse que, atualmente, é contrário à implantação do voto facultativo no Brasil.

Reeleição

Sobre a possibilidade de reeleição, Lewandowski frisou que o instituto pode dar ensejo ao uso da máquina pública em benefício próprio. Mas isso pode ser evitado pelo endurecimento das regras atualmente existentes, no que diz respeito ao abuso do poder político e econômico, sustentou o ministro. Mas por outro lado, o instituto permite a continuidade nas administrações, que também deve ser sopesado.

Como exemplo, o ministro revelou que nas duas últimas eleições gerais, 70% dos governadores dos estados que se candidataram a um novo mandato tiveram sucesso na reeleição. “Isso talvez diga alguma coisa”, disse Lewandowski. Além disso, lembrou, desde a implantação do instituto da reeleição no país, 75% das cassações de mandatos de governadores se deram por abuso de poder político e econômico – ou seja, por uso indevido da máquina administrativa.

Financiamento público

Para Lewandowski, o financiamento público de campanha deve ser preponderante, mas não exclusivo. Ele disse ser favorável às doações de pessoas físicas ou naturais. "O eleitor, o cidadão, tem o direito político de financiar seus candidatos", disse. Mas, no entender do ministro, as pessoas jurídicas deveriam ser proibidas de doar. Lewandowski manifestou-se, ainda, pela necessidade de se estipular um teto para os gastos de campanha.

Mais uma vez citando dados, o ministro revelou que dos R$ 3,3 bilhões gastos nas campanhas em 2010, as pessoas jurídicas doaram R$ 2,512 bilhões, enquanto as pessoas físicas doaram R$ 431 milhões, e o Fundo Partidário foi responsável por R$ 65 milhões – além de R$ 327 milhões de recursos dos próprios candidatos.

Cláusula de desempenho

O Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu que não deve haver cláusula de barreira, disse o ministro. Mas o excesso de legendas acaba por dificultar a governabilidade. Nesse sentido, o ministro disse acreditar que se pode encontrar uma cláusula de desempenho inteligente e razoável, respeitando o princípio do pluripartidarismo em vigor no país, e respeitando a decisão do STF.

Consulta popular

O ministro defendeu as formas de consulta popular, presentes no artigo 14 da Constituição Federal: o referendo, o plebiscito e a iniciativa legislativa popular. A Constituição de 1988 trouxe a novidade da democracia participativa, que se soma à democracia representativa, explicou o ministro. Para ele, a participação popular é uma forma de qualificar a democracia.

Ainda segundo ele, é necessário criar mecanismos para facilitar a expressão do cidadão, que hoje é praticamente impossível de se concretizar. Para o ministro, é preciso trazer o povo para dentro do Congresso Nacional. Assim, ao invés de o Congresso ser pautado preponderantemente pelo Poder Executivo, seria pautado também pela iniciativa legislativa popular.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Senado vota projeto do trem-bala e Câmara retoma análise de MPs nesta semana



Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

O principal item da pauta de votação em plenário do Senado da semana é o projeto que autoriza a União a garantir um empréstimo de até R$ 20 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao consórcio que vencer o leilão das obras do trem-bala.
Aprovado na última quarta-feira (6) na Câmara, o projeto precisa, obrigatoriamente, ser votado pelos senadores nesta semana, uma vez que o prazo de 45 dias para apreciação dele termina no domingo (17).
Apesar de a base governista também ser maioria no Senado, há expectativa que a oposição tente prolongar a discussão sobre o assunto por ser contrária à proposta.
O projeto do trem-bala é referente ao trecho que ligará Campinas (SP) ao Rio de Janeiro, com custo estimado de R$ 33 bilhões. Se aprovado  nos atuais termos que passou pela Câmara, o vencedor da licitação poderá obter a soma de R$ 20 bilhões com o BNDES, a partir de um contrato com prazo de 30 anos para a devolução do recurso ao banco.
Adiado por duas vezes, o leilão para a obra foi remarcado para 11 de julho deste ano.
Votações na Câmara
Das 14 matérias que trancam a pauta, o líder do governo Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirmou que pretende colocar em votação, as MPs (medida provisória) 512/10 e 513/10 e ainda um tratado sobre a criação da Unasul.
A MP 512/10 se refere à concessão de incentivos fiscais para pesquisas e desenvolvimento de projetos às indústrias automotivas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Já a MP 513/10 autoriza o Fundo de Compensação de Variações Salariais a assumir os direitos e obrigações do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação.
Também podem ser analisados outros dois projetos: o PL 1481/07, do Senado, que possibilita o uso de recursos do Fust (Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações) para financiar serviços como a internet de banda larga e o PL 4361/04, que regulamenta o funcionamento das lan houses.

domingo, 10 de abril de 2011

Fim de crimes como o de Realengo (RJ) depende da educação, diz Cristovam








Ao comentar em Plenário o tiroteio em uma escola pública do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (7), quando 12 crianças foram mortas e cerca de 20 ficaram feridas, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que o alvo do atirador foi uma escola porque hoje em dia a instituição inspira desamor e descrédito. Na avaliação do senador, a filosofia que deve coordenar a maneira de impedir crimes desse tipo, além de outros considerados pequenos que acontecem todos os dias nas escolas, deve passar pela educação e pela valorização da escola, e não apenas pelo aumento do policiamento.
Cristovam defendeu ainda a adoção de cinco diretrizes para melhorar a educação brasileira: a criação da Agência Nacional de Segurança Escolar; da Secretaria Presidencial para Proteção da Criança e dos Adolescentes; de um Ministério da Educação de Base, que cuidaria do ensino até os 18 anos, transferindo-se a universidade para o Ministério da Ciência e Tecnologia; de uma carreira nacional para o magistério, deixando os professores de ser municipais ou estaduais e passando a ser federais; e do Programa Federal de Qualidade Escolar.
O senador se solidarizou com as vítimas do massacre no Rio e com todas as crianças que vão sofrer por causa do episódio. Ele conclamou o país a tomar as medidas necessárias "para que fatos como esse fiquem praticamente impossíveis".
- A saída é voltarmos a amar a escola, fazermos da escola um altar, e um altar da paz, e não uma vítima da violência. Nada vai pagar o que aconteceu nestes dias com essas crianças, com seus familiares, mas pelo menos teremos uma lição, a de que nenhum de nós pode dizer que não tem algum tipo de culpa. Nós todos temos culpa pelo que vem acontecendo com a escola brasileira.

Fonte: Agência Senado
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Comissão aprova financiamento público para campanhas



Bancada tucana prometeu apresentar emenda para defender o voto distrital misto


José Cruz/ABR
Senado
Senadores Humberto Costa e Francisco Dornelles durante reunião da Comissão Especial da Reforma
A Comissão da Reforma Política do Senado aprovou na tarde desta terça-feira (5) o financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais, conforme tese defendida pelo PT e pelo PCdoB.

A manutenção do sistema atual que conjuga financiamento público e privado foi derrotada por 12 votos a cinco. Foi a segunda vitória consecutiva dos petistas na comissão.

"Vocês nunca viram um presidente de comissão sair tão derrotado das votações", brincou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), no final da reunião.

Dornelles, os tucanos Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes (SP), além de Roberto Requião (PMDB-PR) e Fernando Collor (PTB-AL) votaram pela manutenção do sistema atual, que conjuga financiamento público e privado.

PT e PCdoB articulam a aprovação do sistema de voto em lista partidária fechada, combinado com o financiamento público das campanhas.

Na semana passada, o colegiado aprovou, por nove votos contra sete, a adoção do voto proporcional com lista fechada nas próximas eleições.

A bancada tucana prometeu apresentar emenda para defender o voto distrital misto, com lista aberta (para os representantes dos distritos) e fechada (elaborada pelos partidos), quando a reforma chegar ao plenário do Senado.

Diante da nova derrota, Aécio recomendou prudência ante o "ritmo vigoroso" dos trabalhos da comissão, que conclui as votações no próximo dia 8.

"Não podemos gerar expectativa", disse o tucano, já que o relatório final da comissão ainda será avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário do Senado.

Segundo o mineiro, a vantagem da comissão é construir um mínimo de consenso sobre os temas da reforma.

Modelo

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), uma das principais vozes favoráveis ao financiamento público, afirmou que é preciso combater o "senso comum" de que esse modelo "vai tirar dinheiro da educação e da saúde para custear a campanha eleitoral".

Ele lembrou que, atualmente, as campanhas são parcialmente financiadas com recursos públicos, que chegam às legendas pelo fundo partidário.

Em 2011, o fundo deve receber R$ 150 milhões dos cofres públicos. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão, custeada com isenções fiscais, também é financiada com recursos públicos, acrescentou.

Para Costa, o financiamento privado abre caminho para a corrupção.

"Os financiadores são empreiteiras, prestadores de serviços, bancos, que de alguma forma, guardam relação de interesse com o setor público", disse Costa.

"Quem financia é porque tem interesse em se aproximar de quem foi eleito, quando não é para praticar atos de corrupção.

Se é para banir a corrupção, o financiamento público sai mais barato", completou.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ressaltou que o financiamento público depende da aprovação do voto em lista fechada, elaborada pelo partido.

Mas Costa ressaltou que se no final, o Congresso concluir pelo voto distrital misto, defendido pelo PSDB, este modelo comporta o financiamento público.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO TRÂNSITO SEGURO

(SO PORTAL DA ABETRAN):
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"Bom dia a todos!



Dia 06/04/11 será um dia muito importante na luta por um trânsito mais seguro em nosso país, pois nesse dia será lançada a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro. Neste ano foi lançada pela ONU a Década de Ação de Segurança Viária, atualmente a violência no trânsito e seu braço mais letal que são os acidentes de trânsito, matam mais gente por ano do que todas as guerras travadas no planeta, sendo esta violência considerada pela ONU e a OMS como uma pandemia.

Em nosso país não é diferente, em diversas cidades o números de vítimas de acidentes de trânsito supera o número de vítimas de ataque por arma de fogo, enquanto nos preocupamos apenas com a violência urbana causada por assaltos, furtos, latrocínios e diversos outros delitos penais, não nos damos conta que estamos sendo vítimas da violência no trânsito. O maior problema enfrentado atualmente e que causa esses elevados números é a falta do ensino de educação para o trânsito pelos governos em todas suas esferas e seu pior efeito colateral que vem a ser a falta do entendimento por grande parte da população do que seja o trânsito.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro em seu artigo I, inciso I considera-se trânsito “a utilização das vias terrestre por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada e estacionamento e operação de carga e descarga", partindo dessa definição podemos chegar ao entendimento que estamos em trânsito o tempo todo, seja como condutor de qualquer tipo de veículo, sendo automotor ou elétrico, de propulsão humana ou animal, seja como passageiro destes e, principalmente, seja como pedestres. Se estamos andando, transitando, estamos em trânsito, fazemos parte do trânsito. E é nesse momento que enfrentamos o maior problema supracitado, pois a maioria da população entende que só estão em trânsito quando na direção de um veículo, e não leva em consideração o risco frequente que se colocam quando não tem um comportamento preventivo, mesmo quando pedestre.

Outro fator importante que tem que ser levado em consideração por todos nós que estamos em trânsito é que a violência no trânsito não escolhe dia, hora, local, sexo, raça, credo, idade para atingir qualquer pessoa, acontece e pronto. Acidente de trânsito não é fatalidade, é uma falha humana que poderia ter sido prevenida e evitada por um envolvido, pelo outro, pelos dois ou até mesmo por uma terceira pessoa, tomamos como exemplo um pedestre atravessando uma via fora da faixa ou mesmo pela faixa de pedestre, onde exista uma sinalização semafórica que apresenta luz verde, indicando a preferência de passagem dos veículos, ao fazer essa travessia sem prestar atenção, ou  entendendo que o veículo é "obrigado a parar para ele atravessar a via" ele obrigará os mesmos a darem uma freada brusca e muito provavelmente ocorrerá uma colisão traseira, e nesse caso o acidente foi causado exatamente como dito acima, por uma terceira pessoa que não teve um comportamento preventivo voltado para a segurança do trânsito, sua e dos demais.

Não adianta colocarmos a culpa pela violência no trânsito somente nas autoridades, claro que eles possuem uma grande parcela de culpa a partir do momento em que as leis de trânsito não são aplicadas como se deveria, não existindo uma fiscalização eficiente e o consequente não cumprimento das mesmas por parte da população, em muitos casos justamente pela cultura da impunidade que existe em nosso país, mas temos que entender que trânsito é atitude, uma atitude individual que se juntando numa coletividade faz a diferença, é chegada à hora de cobrarmos das autoridades medidas mais sérias e prevencionistas em relação à segurança no trânsito, mas principalmente de tomarmos nossas atitudes proativas em nome da nossa segurança no trânsito.

Faça a sua parte, tome sua atitude, cobre das autoridades de seu município, não seja você mais um frio número na real e assustadora estatística de acidentes de trânsito em nosso país.


DIA 06/11 EU ESTAREI LÁ. VAMOS TODOS JUNTOS EM BUSCA DE UM TRÂNSITO MAIS SEGURO.


Rafael I. Ferreira
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tiririca contrata humoristas como assessores políticos

AE - Agência Estado

Deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, o palhaço Tiririca (PR-SP) usa dinheiro da Câmara para empregar humoristas do programa "A Praça é Nossa", do SBT. Em 23 de fevereiro, foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini e Ivan de Oliveira, que criaram os slogans da campanha eleitoral do deputado. Ambos recebem o maior salário do gabinete, de até R$ 8 mil, somadas as gratificações.

Os humoristas nomeados por Tiririca moram em São Paulo e não cumprem expediente diário como servidores da Câmara - até porque Tiririca não tem escritório político na capital paulista. Niccolini é presença semanal na TV com o personagem Dapena, uma sátira do apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena.

Procurado pela reportagem, Niccolini justificou a sua contratação na Câmara com a seguinte frase: "A gente é bom para dar ideias". "Ele (Tiririca) escolheu a gente porque ajudamos na campanha, só por isso. Porque acredita que podemos dar boas ideias."

Tiririca informou, por intermédio da assessoria de imprensa, que contratou os dois humoristas para ajudá-lo no mandato parlamentar.

"O deputado Tiririca nomeou os assessores levando em conta o critério de conhecê-los pessoalmente e também o fato de serem dois comunicadores que vão colaborar e desenvolver trabalhos dentro da temática que o deputado atua."