sábado, 19 de outubro de 2013

Primeira reunião da bancada do PROS na Câmara



Na terça-feira, 08/10, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) fez sua primeira reunião de bancada na Câmara de bancadas. O encontro teve como objetivo definir as diretrizes a serem adotadas pelo partido no Congresso Nacional.
 
A bancada do PROS é composta por 21 deputados federais, liderada pelo deputado Givaldo Carimbão. Durante a sessão, o líder da bancada doo partido relembrou a trajetória do PROS. “Foram três anos onde buscamos cumprir o que a legislação pede: conseguir cerca de 492 mil assinaturas reconhecidas pela justiça Eleitoral (para a criação de um novo partido). Buscamos um milhão e 500 mil assinaturas, mas quando validamos mais de 600 mil  nos cartórios, pedimos para parar a contagem porque já estava mais do que reconhecida a quantidade necessária. E durante o processo, não houve um único problema na criação do PROS”, afirmou o deputado.
 
Givaldo Carimbão ressaltou ainda que agora o PROS vive um novo momento “Vamos agora à fase política, de representação. Conseguimos trazer 21 deputados. Deputados de qualidades, que honram, que têm tradição na Casa”. Ainda de acordo com o líder da bancada do PROS na Câmara, há em todos os membros um sentimento de que não pertencem ao governo, mas que apoiarão as propostas que entenderem ser boas para o país. “Queremos ser um partido propositivo e independente. Nós ouvimos às vozes das ruas e as decisões que elas tomaram e agora queremos trabalhar para atendê-las. Queremos construir o novo para o Brasil”, enfatizou o deputado Givaldo Carimbão.
 
Tomando a palavra, o presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior, declarou sua satisfação pelos parlamentares que compõe o partido. “Nesse momento que vivemos, pós-criação, precisamos do apoio da Casa e 21 deputados federais decidiram caminhar junto com o PROS e todos entenderam que a bandeira principal do partido é a redução de impostos. Hoje estamos aqui para conversar com todos eles”, afirmou Eurípedes.
 
Sobre o posicionamento em relação ao governo, Eurípedes Júnior, disse que, apesar de haver um alinhamento, a bancada é totalmente independente. "Há uma tendência governista, mas somos totalmente independentes. Eu quero manter uma independência", garantiu.

Sobre a reunião, o presidente do partido disse que foi “muito boa” e que em breve outras ocorrerão para alinhar sugestões. “Vamos marcar outras reuniões para discutir outras ideias, outras bandeiras, propostas dos deputados que vieram para o partido, mas sem nunca perder o foco da nossa principal bandeira, o motivo pelo qual o PROS foi criado: a redução de impostos”, assegurou o presidente nacional do PROS.



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Senado aprova medida provisória do programa Mais Médicos

Pelo novo texto, Ministério da Saúde fará registro de formados no exterior.
Estrangeiros só revalidam o diploma se prorrogarem; texto vai à sanção.

Felipe Néri Do G1, em Brasília
 
O Senado aprovou nesta quarta-feira (16) a medida provisória que cria o Mais Médicos, programa do governo federal que prevê a contratação de profissionais brasileiros e estrangeiros para atuar em áreas carentes do interior do país e na periferia das grandes cidades.
Info Mais Médicos V8 8.10 (Foto: Editoria de Arte/G1)
A MP foi aprovada com texto igual à versão aprovada na Câmara, e segue agora para sanção presidencial. Na Câmara, a matéria foi debatida no plenário por cerca de 12 horas, ao longo de dois dias, até ter a aprovação concluída. No Senado, foram três horas de debate no plenário. Antes do plenário das duas casas, a MP tinha passado por uma comissão especial de parlamentares, onde foram protocoladas 567 sugestões de mudanças ao texto original.

Diferentemente da MP original, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso em julho, o texto modificado pelos parlamentares permite ao
Ministério da Saúde fazer o registro de atuação provisória dos profissionais formados no exterior.
A mudança foi introduzida devido a dificuldades de profissionais de fora obterem o registro nos conselhos regionais de medicina. No entanto, a fiscalização continuará sendo feito pelos CRMs.
A participação dos médicos no programa tem validade por três anos, podendo ser prorrogada por mais três. Para profissionais brasileiros ou estrangeiros formados fora do país, será exigida a revalidação do diploma no caso de prorrogação por até seis anos. Inicialmente, não havia cobrança de qualquer revalidação.
Outra alteração permite que médicos aposentados sejam incluídos na categoria prioritária de contratação do programa.
O texto original prioriza a participação de médicos brasileiros ou profissionais formados no exterior que tenham revalidado o diploma no Brasil. Em seguida, abre a possibilidade de médicos formados fora sem revalidação participarem.
A vinda de profissionais estrangeiros para atuar no programa foi motivo de protestos de entidades médicas por todo o país desde que a MP foi anunciada pelo governo federal.
Durante a votação, o líder do DEM no Senado, José Agripino (DEM-RN), chegou a apresentar destaque para que os senadores votassem separadamente trecho que retirava a possibilidade de o ministério conceder o registro aos formados fora do Brasil, mas o requerimento foi rejeitado.
Ao apresentar o requerimento, Agripino disse agir em defesa dos médicos, que ele considera estarem sendo “desmerecidos”. “A chancela do recebimento da prestação de um serviço médico por um médico está saindo das mãos de quem pode avaliar se o médico tem condições efetivas de prestar serviço médico [o Conselho Regional de Medicina], para o Ministério da Saúde, órgão institucional do governo com interesse no programa”, afirmou.
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, acompanhou toda a votação no Senado e afirmou que um dos principais ganhos das alterações feitas no Congresso foi justamente a possibilidade de o registro ser feito pelo ministério, e não mais pelos conselhos regionais.
“Tivemos vários aperfeiçoamentos da matéria no Congresso e, inclusive, resolvendo um problema bastante delicado, que é a questão de os médicos terem o registro com demora, passando do prazo. Ainda hoje, mais de 200 dos 660 médicos que já chegaram [do exterior] estão sem poder atuar porque os conselhos não deram registro”, afirmou a ministra
Outro ponto questionado pelos profissionais de saúde e parlamentares da oposição é o fato de o programa não estabelecer direitos trabalhistas para os profissionais contratados.
Nesse ponto, no entanto, não houve mudanças. Os médicos que atuam no programa recebem uma bolsa mensal de R$ 10 mil, mas não têm direito, por exemplo, a Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou 13º salário.
Cursos de medicina
A MP aprovada também faz alterações nas diretrizes para os cursos de medicinas. Pelo texto, fica definido que ao menos 30% da carga horária dos dois anos de internato médico na graduação devem ser feitos na atenção básica de saúde e no serviço de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Por outro lado, não permaneceu no texto a exigência inicial de dois anos de serviço obrigatório no SUS para recém-graduados, o que aumentaria o tempo de formação para oito anos.
Ficou definido ainda que deve haver oferta de residência médica com número de vagas equivalente ao total de egressos dos cursos de medicina no ano anterior. A regra deve ser implantada progressivamente até 2018. Hoje, não vagas suficientes para que todos os estudantes possam fazer residência.




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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aloysio: Orçamento impositivo facilita corrupção (Josias de Souza)


Aloysio Nunes Ferreira (SP), líder do PSDB no Senado, decidiu votar contra a chamada PEC do Orçamento impositivo –aquela proposta de emenda à Constituição que obriga o governo a pagar as emendas orçamentárias de congressistas, hoje de execução facultativa. Para Aloysio, a aprovação da novidade vai potencializar o risco de “comercialização” das emendas.
Na opinião de Aloysio, se as emendas se tornarem de fato imperiosas a “mercantilização” ganhará outros contornos. Acha que congressistas desonestos cobrarão mais caro por suas emendas. A PEC “terá como consequência a diminuição da taxa de desconto na comercialização, porque será um recebível.”
A proposta já foi aprovada na Câmara. Na semana passada, passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Introduziu-se no texto uma novidade negociada com o Planalto: os parlamentares terão de destinar metade da sua cota de emendas, hoje estimada em R$ 6,5 milhões por ano, à área da saúde.
Membro da CCJ, Aloysio votou contra. Ele não se deixou sensibilizar pelos argumentos do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), principal entusiasta da proposta. Recordou uma cena que testemunhara no gabinete do presidente do Senado, Renan Calherios (PMDB-AL).
“O presidente da Câmara dizia: ‘A aprovação do orçamento impositivo para as emendas vai acabar com o toma lá dá cá’. Ora, acham que Henrique Eduardo Alves precisa de emenda parlamentar para fazer a sua vida política? Convenhamos, é claro que o baronato da Câmara e do Senado não depende de emendas parlamentares”.
Os acordos do “baronato” com o governo, prosseguiu Aloysio, ocorrem “em torno de outras posições: de agências reguladoras, de diretorias de empresas, de determinadas emendas aprovadas com garantia de sanção e em medidas provisórias. A gente sabe como as coisas acontecem. [...] Não é pela emenda parlamentar que se dá o processo de troca de apoiamento entre o Executivo e o Legislativo.”
Ouvido pelo blog, Henrique Alves disse que não responderia às “observações menores” do líder do PSDB. Limitou-se a dizer o seguinte: “A decisão sobre o orçamento impositivo não é exclusiva do presidente da Câmara. Foi uma votação unânime de toda a Câmara dos Deputados. Os senadores têm o direito de concordar ou de discordar.”
A maioria dos parlamentares de oposição apoia a PEC sob o argumento de que deixarão de ser discriminados pelo Planalto na liberação das verbas. Mas Aloysio enxerga “coisas bizarras” onde seus pares vêem vantagens.
Ele lê um trecho da proposta: “[...] considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria.”
E conclui: “Essas emendas têm que ser executadas de forma equitativa. Para elas, vigora o princípio da impessoalidade e para o resto [do Orçamento] não? Não dá! Nós estamos dando um tratamento especial às emendas parlamentares, elevando-a a uma dignidade constitucional sob o pretexto de torná-la obrigatória.”
A exemplo de Aloysio, também o senador Pedro Taques (PDT-MT) acredita que não faz nexo diferenciar as emendas de parlamentares do resto do Orçamento da União. “Se aprovar essa PEC, o Parlamento estará abdicando de sua prerrogativa constitucional de deliberar sobre o Orçamento, em troca da alegada ‘garantia’ do desembolso de uma parcela irrisória do dinheiro público para fins que interessam, supostamente, a cada parlamentar individualmente”, disse Taques.
Haverá, na opinião de Taques, um reconhecimento tácito de que, afora os R$ 6,8 bilhões das emendas, todo o resto não é obrigatório. “Se 1% da receita corrente líquida é ‘de execução obrigatória’, os outros 99% não são. Ao aprovar esse absurdo, o Congresso estaria legitimando exatamente aquilo que os defensores da PEC alegam ser a distorção maior do orçamento: o seu suposto caráter de mera autorização ao Executivo em 99% da despesa.”
No Brasil dos últimos 20 anos, a moralidade orçamentária sempre foi um valor precário. Nove em cada dez escândalos têm origem nessas emendas empurradas por deputados e senadores para dentro do Orçamento da União. A lista de escândalos é vasta. Vai dos Anões do Orçamento à Operação Navalha, que pilhou as traficâncias da Gautama, do empreiteiro Zuleido Veras. Vai das ambulâncias dos Sanguessugas às ONGs da era petista, tão ativas nas pastas do Turismo, dos Esportes e, sobretudo, no Trabalho.
“A experiência do passado deve nos servir para alguma coisa”, diz Aloysio Nunes. “Os escândalos surgidos da comercialização de emendas parlamentares ainda estão, as lembranças desses escândalos ainda estão frescas na nossa memória. O que foi o escândalo sanguessuga? O que foi o escândalo dos anões do Orçamento?”
Aloysio contou aos membros da CCJ que corre em São Paulo a investigação de “um esquema de comercialização de emendas parlamanteres.” Além de deputados estaduais, envolve prefeitos e empresários. O líder tucano disse ter tomado conhecimento do teor das apurações. É coisa de “arrepiar os cabelos de calvo”.
Aloysio receia que, aprovando-se a proposta das emendas orçamentária automáticas, o Congresso estimulará os Estados e os municípios a fazerem o mesmo. Com uma diferença: No plano federal, o TCU ainda exerce algum controle sobre os desmandos. Na maioria dos Estados e municípios, as irregularidades proliferariam sem freios. “Este é um risco iminente.”

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Miro Teixeira vai concorrer
ao Governo do Rio pelo Pros



Teve um desfecho feliz a legitima aspiração do Deputado Miro de se colocar como uma opção para o eleitorado fluminense escolher o seu primeiro mandatário.

 


Com uma enorme bagagem política, respaldado por dez mandatos na Câmara Federal, onde sua operosidade, firmeza de convicções e respeitabilidade o transformou numa referência no Congresso Nacional, cuja opinião é geralmente ouvida e acatada por seus pares, Miro se transformou no mais novo postulante competitivo ao governo do Estado do Rio de Janeiro.


O convite foi feito pelo Deputado Hugo Leal, presidente regional do recém criado Partido Republicano de Ordem Social – PROS, o qual teve a acuidade de perceber sua grande potencialidade,  não só pelo respeito que lhe devota o povo do seu estado, mas porque sua pré-candidatura já nasce com o apoio decisivo de Marina Silva e constituirá um palanque certo para o presidenciável Eduardo Campos, Governador de Pernambuco e Presidente do PSB que terá como vice a ex-senadora, segunda colocada nas últimas pesquisas e por esta via agrega densidade a candidatura nordestina.


Diante disso, é de se esperar a agregação de outras agremiações partidárias  à campanha de Miro Teixeira,  passível de empolgar o eleitorado independente que não lhe opõe restrições.        
(Edson Nogueira Paim escreveu)


 A matéria a que se refere o comentário supra é a seguinte:


Deputado federal foi convidado por Hugo Leal e
se filiou ontem ao novo partido


Rozane Monteiro


Rio - Todo mundo vigiando a Marina ontem, pimba, o Rio de Janeiro ganhou mais um pré-candidato a governador. Depois de costear o alambrado quietinho e de se preparar para ir para a Rede, o deputado federal Miro Teixeira virou mais um pedetista histórico a deixar o partido de Carlos Lupi. Miro se filiou ontem ao novíssimo Pros e fez subir para seis o número de rapazes a infernizar mais a vida do governador Sérgio Cabral, que quer eleger Pezão com o apoio, inclusive, do PDT.


O deputado chegou a dizer mais de uma vez que queria ser candidato. Mas Lupi, comandante-em-chefe do partido fundado pelo velho Leonel, fez que não escutava e acabou não ouvindo mesmo. Quem ouviu foi o presidente regional do Pros no Rio, o também deputado federal Hugo Leal, que fez o convite a Miro quando ele já tinha decidido sair do PDT. Foi Hugo quem propôs ao novo correligionário a corrida pelo Palácio Guanabara pelo Pros.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mesa da Câmara confirma troca de partido de 52 deputados


07/10/2013 - 14h44
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil


Brasília – Até o momento, está confirmada a troca de partido de 52 deputados, conforme levantamento feito pela Agência Brasil, com base em informações da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara e dos gabinetes dos parlamentares – terminou sábado (5) o prazo para que os que pretendem disputar as eleições de 2014 filiem-se a outras legendas. O Solidariedade, com 22 filiações, e o PROS, com 14, criados no último dia 24, foram os partidos que mais receberam parlamentares.
Dois senadores, ambos do Tocantins, trocaram de partido: Kátia Abreu deixou o PSD e migrou para o PMDB e Vicentinho Alves trocou o PR pelo Solidariedade. De acordo com o calendário eleitoral, agora os partidos têm até o próximo dia 14 para encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a relação de filiados.
Na Câmara, o PDT foi o partido que mais perdeu deputados, nove ao todo. Deixaram a legenda Miro Teixeira (RJ), Zé Silva (MG), Dr. Jorge Silva (ES),  Manato (ES), Salvador Zimbaldi (SP), Marcos Medrado (BA), Paulo Pereira da Silva (SP) Sebastião Bala Rocha (AP) e João Dado (SP).
No PMDB, seis deixaram a sigla: Arthur Maia (BA), Paulo Lustosa (CE), Genecias Noronha (CE), Benjamim Maranhão (PB), Luiz Pitiman (DF) e Wladimir Costa (PA). O PR também perdeu seis deputados: Lilian Sá (RJ), Maurício Trindade (BA) Vicente Arruda (CE), Henrique Oliveira (AM), Laercio Oliveira (SE) e Ronaldo Fonseca (DF).
O PSDB perdeu seis deputados: Luiz Nishimori (PR), Eduardo Gomes (TO), Dudimar Paxiuba (PA), Alexandre Toledo (AL), Urzeni Rocha e Walter Feldman (SP). No PSB, quatro deputados – Antonio Balhmann (CE), Ariosto Holanda (CE), Valtenir Pereira (MT) e Givaldo Carimbão (AL) – optaram por outro partido. No PSD, também houve quatro trocas de partido. Saíram Marcelo Aguiar (SP), Raul Lima (RR), Ademir Camilo (MG) e Armando Vergílio (GO).
Beto Mansur (SP), Luiz Argolo (BA) e Marcio Junqueira (RR) deixaram o PP, mas o partido recebeu quatro deputados oriundos de outras legendas. Saíram do PPS os deputados Simplício Araújo (MA), Augusto Carvalho (DF) e Almeida Lima (SE). Do DEM também saíram três deputados: Augusto Coutinho (PE), Betinho Rosado (RN) e Major Fábio (PB).
Oito partidos perderam um deputado: Domingos Dutra (MA) saiu do PT, Fernando Francischini (PR), do PEN, Aureo (RJ), do PRTB, Magda Mofatto (GO), do PTB, Vilalba (PE), do PRB, (Hugo Leal (RJ), do PSC, Alfredo Sirkis (RJ), do PV, e Dr. Grilo (MG), do PSL.
Edição: Nádia Franco
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domingo, 6 de outubro de 2013

Ao menos 46 deputados e 2 senadores mudram de partido

Migração, que ainda pode crescer, foi estimulada pela criação de duas siglas

Estadão 06 Outubro de 2013 - 18:46  
            
  • O troca-troca partidário já envolveu 48 parlamentares, dois deles senadores, segundo dados oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado. Essa migração foi estimulada pela criação em setembro de dois partidos, o Solidariedade e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), mas levou parlamentares também a siglas tradicionais na política brasileira, como o PMDB.
    Embora o prazo para a troca tenha terminado nesse sábado, 5, esse número ainda pode crescer, já que os dados divulgados pelas duas Casas baseiam-se na comunicação dos parlamentares às respectivas Mesas, o que não tem data definida para ocorrer.
    Segundo os dados oficiais, o Solidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (SP), teve a adesão de 20 deputados e um senador (Vicentinho Alves, do Tocantins). Extraoficialmente, contudo, a direção do partido garante contar com 30 deputados.
    O PROS filiou 13 deputados. Para atingir os 28 parlamentares que, segundo a direção da sigla, teriam aderido ao partido, 15 deputados ainda precisam comunicar a troca à Mesa da Câmara.
    Uma das principais trocas foi a da senadora Kátia Abreu (TO), que deixou o PSD e foi para o PMDB. A escolha, que aproxima o governo do setor ruralista, foi muito comemorada. "As duas filiações mais importantes foram as da Kátia e do Josué", destacou o presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), referindo-se também ao empresário mineiro Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar.
    A Câmara tem 513 parlamentares e o Senado, 81.

    quinta-feira, 26 de setembro de 2013

    Supersalários: TCU manda Senado devolver dinheiro

    Tribunal de contas determina devolução de R$ 788 milhões e exige que o Senado corte em 30 dias os valores pagos indevidamente. Decisão é mais dura que a adotada com a Câmara


    Rafael Carvalho/Agência Senado
    Raimundo Carreiro defendeu que os valores excedentes não fossem devolvidos
    O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (25) o corte dos supersalários de servidores do Senado num prazo de 30 dias. Além disso, mandou a Casa devolver R$ 788 milhões pagos de forma irregular nos últimos cinco anos aos funcionários entre vencimentos e benefícios indevidos. A decisão da corte de contas representa um endurecimento se comparado com a decisão sobre o caso da Câmara, quando não houve pedido de ressarcimento dos valores.
    O corte vai atingir os servidores que recebem acima do teto constitucional, hoje fixado em R$ 28 mil por mês. Como mostraram o site e a Revista Congresso em Foco, em 2011, os salários no Senado chegavam a ultrapassar os R$ 55 mil mensais. Em 2009, havia rendimentos de até R$ 45 mil por mês, época em que o teto salarial era de R$ 24,5 mil.
    A auditoria do tribunal, feita em agosto de 2009, mas julgada somente hoje, identificou 464 funcionários com rendimentos acima do teto salarial. Somadas outras irregularidades na folha de pagamentos, os prejuízos apurados à época eram de R$ 157 milhões por ano ou R$ 788 milhões em cinco anos – valor que agora terá que ser todo devolvido.
    Carreiro x Walton
    No mês passado, o TCU determinou o corte nos supersalários da Câmara em 60 dias, seguindo o voto do ministro relator, Raimundo Carreiro. Ele não aceitou a devolução do dinheiro pago a mais, que chega a R$ 2,5 bilhões em cinco anos. Na ocasião, perdeu a disputa o revisor do processo, o ministro Walton Alencar. Hoje, a situação se inverteu.
    A tese de Walton saiu vitoriosa por quatro votos a dois, graças à mudança de posição de alguns ministros e à presença de outros que não estavam no julgamento anterior, como o ministro Marcos Bemquerer Costa. Benjamin Zymler, Bemquerer e Augusto Shermman, apoiaram a proposta de exigir a devolução do dinheiro pago a mais. Carreiro e Valmir Campelo foram contra. O procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, também é contra a devolução. José Jorge se declarou impedido e Nardes, como presidente, não votou. José Múcio e Ana Arraes não estavam presentes.
    Amanhã, o presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, irá levar a decisão ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele disse acreditar que o Senado e a Câmara vão cumprir a decisão e cortar os supersalários.
    A lista abaixo, revelada pelo Congresso em Foco há dois anos, mostra o nome e o salário dos donos dos 464 megacontracheques da auditoria julgada hoje. O prejuízo apurado só em relação a eles é de R$ 200 milhões em cinco anos, informou o presidente do TCU. Além deles, os funcionários que se beneficiaram de outras oito irregularidades mostradas pela auditoria também terão que devolver os valores recebidos a mais, segundo Nardes.
    LISTA: os servidores e seus supersalários
    Este ano, uma outra auditoria do TCU identificou 3.390 funcionários de 299 órgãos federais do Executivo, Legislativo e Judiciário com rendimentos extra-teto. Destes, 90% estavam no Senado ou na Câmara. As administrações do Congresso usam o artifício de desconsiderar o valor dos cargos comissionados na hora de cortar os salários que ultrapassam os R$ 28 mil por mês. São os únicos órgãos com essa prática, autorizada por normas criadas pelas próprias Casas Legislativas.

    “Absurdo” e “carga”
    Walton Alencar chegou a pedir que a devolução fosse dos últimos nove anos, entre 2004 e 2013, mas acabou convencido por Zymler a mudar a proposta. Ele disse ser “absurdo” um funcionário receber mais que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em plena democracia. “É uma questão de se opor ao patrimonialismo em todo território nacional”. Carreiro, ex-funcionário do Senado, disse que nunca se exigiu devolução de salários recebidos de “boa fé” por servidores. “Por que essa carga em cima dos servidores do Senado e da Câmara?”, questionou ele.
    Nardes disse que a decisão se enquadra nos novos tempos do Brasil, e das exigências da população manifestas nos protestos de junho. “Ficou clara a questão fundamental que é acabar com os supersalários”, disse Nardes à imprensa, ao final da sessão.
    Oito problemas
    Além dos supersalários, o relatório de auditoria 629/09 da Secretaria de Fiscalização de Pessoal (Sefip) do TCU identificou mais oito problemas na folha de pagamentos do Senado. Dentre elas, o pagamento de horas extras até durante as férias dos funcionários. Também recebiam o benefício ainda que não tivessem cumprido a jornada além das tradicionais oito horas por dia ou durante o recesso parlamentar.
    Outras irregularidades envolviam pagamentos ilegais de gratificações, incorporações, reajustes salariais, aposentadorias e pensões, além da ausência de descontos por planos de previdência, do cumprimento de jornadas inferiores à exigida e da acumulação de cargos públicos.
    Atos secretos
    A auditoria foi feita a pedido do então presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) e do Ministério Público Federal após a revelação dos atos secretos da Casa. Era um conjunto de normas não publicadas nos boletins internos do Senado que concediam aumentos e faziam nomeações de apadrinhados dos senadores e de altos funcionários da Casa.
    Com base nela, próprio Ministério Públicou ajuizou três ações contra o Senado, a Câmara e a União, pelo pagamento de supersalários. O juiz Alaôr Piacini, da 9ª Vara Federal, determinou liminarmente o corte nos pagamentos ilegais. Apenas o Senado e a Câmara recorreram e conseguiram suspender a decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O caso ainda está sendo julgado pela 9ª Vara.
    A assessoria do Senado não prestou esclarecimentos ao Congresso em Foco até o fechamento deste texto.
    TCU manda cortar salários na Câmara
    Outros textos sobre supersalários