terça-feira, 9 de outubro de 2018

PSL domina campo conservador na Câmara; PSOL e PDT crescem

por Redação — publicado 08/10/2018 12h26, última modificação 08/10/2018 12h28

Bancada de partidos progressistas manteve patamar semelhante, ao cair de 137 para 135 parlamentares na comparação com 2014

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Reprodução / Twitter
Freixo
Marcelo Freixo, do PSOL, foi o segundo deputado mais votado no Rio

A nova bancada da Câmara dos Deputados escolhida pelos eleitores brasileiros mostra uma situação mais equilibrada que no Senado, onde o campo progressista perdeu espaço. 

Os partidos mais tradicionais da esquerda – PT, PSB, PCT, PCdoB e PSOL – mantiveram patamar semelhante ao de 2014. Há quatro anos, as cinco legendas elegeram 137 deputados no total. Neste pleito, foram 135.


Embora continue a ser a maior força na Câmara, o PT perdeu bancada, ao cair de 68 deputados para 56. O PDT de Ciro Gomes e o PSOL de Guilherme Boulos ajudaram, porém, a compensar a queda. 

O primeiro elegeu 28 parlamentares, oito a mais que em 2014. O segundo dobrou sua bancada, que cresceu de 5 para 10 deputados. No Rio de Janeiro, a votação expressiva de Marcelo Freixo, segundo mais votado no estado, ajudou a eleger quatro nomes. Em São Paulo, Sâmia Bomfim liderou a votação do partido, que emplacou três nomes. 

O PSB e o PCdoB tiveram perdas, mas tímidas. O primeiro caiu de 34 para 32 parlamentares, e o segundo, de 10 para 9. 

No campo conservador, o PSL de Jair Bolsonaro cresceu em meio à queda significativa dos partidos que compuseram o núcleo duro do governo de Michel Temer. O PSDB caiu de 54 para 29 deputados, e o MDB, de 65 para 34. Somados, ambas as legendas perderam 56 parlamentares. O DEM também compensou um pouco a queda: foi de 21 para 29 deputados. O partido Novo também ocupou espaço, ao eleger oito parlamentares. 

Partidos mais fisióligicos, que apoiaram o tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno, tiveram variações tímidas, com exceção ao PRB, agora com 30 deputados (tinha 21). O PP elegeu 37 deputados nestas eleições, um a menos que há quatro anos. O PR também: caiu de 34 para 33 nomes.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Por Gabriela Caesar, G1


https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/08/pt-perde-deputados-mas-ain h da-tem-maior-bancada-da-camara-psl-de-bolsonaro-ganha-52-representantes.ghtml

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Irmã do senador Aécio Neves é presa pela Polícia Federal

Agentes da PF e do MPF foram ao apartamento de Andrea Neves em Copacabana, mas não a encontraram. Ela foi presa na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Operação também faz buscas em outros endereços ligados a Aécio pelo país.


http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/irma-do-senador-aecio-neves-e-alvo-de-mandado-de-prisao-da-policia-federal.ghtml

domingo, 30 de abril de 2017

SITE DO DEPUTADO FEDERAL DAGOBERTO NOGUEIRA NO PAINEL DO PAIM


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Câmara tritura projeto de medidas contra corrupção e inclui punição a juízes e procuradores

Deputados retiraram crime de enriquecimento ilícito e a perda de bens de origem ilícita

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (30) o projeto de lei que cria medidas de combate à corrupção, incluindo a criminalização do crime de caixa dois, mas os deputados derrubaram diversos pontos do texto original e incluíram temas polêmicos, como a punição a juízes e procuradores.

Foi incluído no texto dispositivo que prevê a responsabilização de magistrados e membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade, entre eles a suposta atuação com motivação político-partidária, informou a Agência Câmara Notícias.

Essa proposta era duramente criticada pela força-tarefa da operação Lava Jato, que investiga um bilionário esquema de corrupção que envolve a Petrobras, e não constava no texto apresentado pelo relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

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Entre outras mudanças ao projeto, os deputados retiraram a tipificação do crime de enriquecimento ilícito e a decretação de perda, em favor da União, de bens de origem ilícita; o artigo que previa retribuição a pessoas que relatassem casos de corrupção; e a possibilidade de os órgãos públicos realizarem o teste de integridade com servidores públicos, de acordo com a agência.

"Foi uma destruição absurda da proposta das 10 medidas... E ainda se aprovou um instrumento de vingança contra juízes e promotores, que vai investigar sem nenhuma dúvida a Lava Jato e as investigações no Brasil", disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) após a votação do projeto no plenário da Câmara.

Juízes também poderão ser enquadrados em crimes de responsabilidade se expressarem, por meios de comunicação, opinião sobre processo em julgamento, tendo como punição pena de reclusão de seis meses a dois anos e multa. Qualquer cidadão poderá representar contra magistrado perante o tribunal ao qual está subordinado, segundo o projeto.

As chamadas 10 medidas de combate à corrupção chegaram ao Congresso como parte de uma iniciativa do Ministério Público Federal, que contou com o apoio de milhões de assinaturas de cidadãos. O texto tinha votação na Câmara prevista para a semana passada, mas uma polêmica sobre a possibilidade de inclusão na proposta de uma anistia ao caixa 2 eleitoral e outros crimes adiou a tramitação.

No domingo, o presidente Michel Temer anunciou, acompanhado dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o governo havia feito um acordo com o Congresso para evitar qualquer proposta de anistia.

Entre as medidas aprovadas pela Câmara, além da criminalização do caixa 2, está a transformação em crime hediondo dos casos de corrupção que envolvem valores superiores a 10 mil salários mínimos e a punição a eleitor que negociar seu voto com candidato em troca de dinheiro ou outra vantagem.

De acordo com o projeto, o caixa 2 eleitoral é caracterizado como o ato de arrecadar, receber ou gastar recursos de forma paralela à contabilidade exigida pela lei eleitoral, com pena de prisão de 2 a 5 anos, e multa. Se os recursos forem provenientes de fontes vedadas pela legislação eleitoral ou partidária, a pena é aumentada de um terço.

A matéria agora será enviada ao Senado.