sábado, 8 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Justiça bloqueia bens e quebra sigilo do Senador Blairo Maggi
O senador e ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, do PR, e o desembargador do Tribunal de Justiça (TJ-MT) e ex-secretário de Saúde, Marcos Henrique Machado, tiveram a quebra do sigilo fiscal e o bloqueio de bens, em até R$ 9,8 milhões, decretados, ontem, pela Justiça Federal em Mato Grosso, segundo a Rádio CBN.
Blairo Maggi e Marcos Machado são acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa na contratação da empresa Home Care Medical Ltda, no primeiro mandato de Blairo como governador (2003-2006). De acordo com o MPF, teria ocorrido superfaturamento na contratação de serviços para a Secretaria Estadual de Saúde.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Fontana apresenta mudanças no relatório da Reforma Política
Henrique Fontana concedeu entrevista coletiva quando falou sobre sua defesa do relatório da Reforma Política.
Confira abaixo a transcrição da entrevista, ou ouça na íntegra na RádioPT.
Mudanças no texto do relatório final.
Henrique Fontana – “Eu amplie a parcela de distribuição igualitária de recursos, dentro do sistema de financiamento público exclusivo de campanhas. Nós ampliamos o número de cidades que terão 2º turno, atendendo também a emendas feitas. As cidades maiores de 100 mil habitantes passarão a ter 2º turno. E alteramos também a distribuição interna dos recursos, para tornar o sistema ainda mais justo, nos sentido de equilíbrio, entre os partidos que disputam uma eleição. Especialmente olhando o papel e o potencial de crescimento que devem ter os partidos de porte médio, hoje dentro da democracia do país”.
Voto
Henrique Fontana – “Eu mantenho a proposta do voto proporcionalmente misto. Onde se amplia o direito de voto do eleitor. Além de o eleitor continuar votando no deputado da sua preferência, ele também terá o direito de escolher um partido político e um programa da sua preferência. E este partido e este programa estarão representados por uma lista de candidatos que está preordenada pelo voto secreto dos filiados do partido. E isso é importante, não são os caciques que organizam a lista. É o voto secreto dos filiados ao partido que organizam esta lista que vai ser analisada pelo eleitor. Para que além de fiscalizar o deputado em quem ele votou, passe a fiscalizar o partido ao qual ele está empenhando o seu voto. Isso do meu ponto de vista fortalece a democracia. Por que é uma democracia forte precisa ter partidos organizados e representativos”.
Mudanças nas doações particulares
Henrique Fontana – “Está havendo uma confusão nessa área, empresas na verdade poderiam continuar doando para este fundo que é administrado pela justiça eleitoral. Ou seja, nenhuma empresa poderá doar para o candidato A ou para o candidato B, ou para o partido A ou partido B. Agora é lógico, não tem porque eu proibir uma empresa que institucionalmente queria apoiar o processo democrático no país, que ela faça essa doação para o tribunal eleitoral, que é quem administra este fundo. E que vai distribuir dentro desses critérios de equidade de que a lei prevê no sistema de financiamento público de campanha. Ou seja, termina completamente o recurso privado sendo dirigido pela empresa A ou empresa B, para o candidato A ou B. O que pode mudar em muitos momentos, em muitas vezes abrir o que eu chamo de uma relação privilegiada. A minha frase é a seguinte: não é bom para a democracia brasileira que todos aqueles que têm interesses a tratar com os futuros governos sejam dos mesmo que financiam as campanhas. Isso quebra o critério de impessoalidade e republicanismo que nós temos que preservar na gestão publica do país”.
O risco de avançar só o financiamento público
Henrique Fontana - “Não, porque o projeto de lei em 1º lugar prevê o financiamento, o sistema de votação e a democratização interna dos partidos, que além do que eu já falei, passa-se a exigir direções permanentes e definitivas dos partidos. E os assuntos que demandam PEC, a nossa ideia é preparar uma PEC substitutiva global que logo a seguir da votação do projeto de lei, seja votado. Agora é evidente, eu não tenho como colocar em um projeto de lei aquilo que demanda uma mudança constitucional. Como é o caso da ampliação da participação popular. E iniciativas de projeto de lei de iniciativa popular. O fim da coligação proporcional, a alteração da suplência do senado, para que passe a ser o deputado federal mais votado, no mesmo estado e do mesmo partido do senador eleito. Portanto esse suplente terá passado pelo crivo do voto. Essas mudanças exigem mudanças constitucionais. Então a votação tem que ser uma seqüência, vota-se o projeto de lei e a seguir vota-se a emenda substitutiva global de emenda constitucional”.
Manifestação do dia 4 e o consenso único para o financiamento
Henrique Fontana – “Não, na verdade hoje tem uma grande maioria, para não usar a palavra consenso no país. As pesquisas mostram isso. Que defendem a mudança do sistema político brasileiro eu diria que esse número já chega a 80,90% da população. Em diferentes pesquisas que se analisa. Por quê? É muito simples, por que as pessoas estão vendo que os problemas a política brasileira e a nossa democracia enfrentam não podem ser, combatidas apenas pela troca de candidatos. Tem que também bolar um sistema e adotar um sistema político que dê maior independência para os mandatos. O papel do poder econômico hoje é muito forte na democracia brasileira. Eu tenho dito uma frase – que nós estamos substituindo progressivamente o debate de ideias, programas e projetos, por uma corrida do ouro, de quem arrecada mais tem mais chances de se eleger. E os números mostram isso. Das 513 campanhas mais caras de deputado federal no Brasil inteiro, 369 tiveram sucesso. Ou seja, é muito direta a relação entre arrecadação e sucesso eleitoral. E é isso que eu proponho retirar da democracia brasileira. Permitir que setores mais pobres, setores médios que representam setores de poucos recursos financeiros tenham a chance de serem candidatos e tenham a chance de se eleger. Alias, não estou sozinho nisso, estou ao lado da OAB, da CNBB, da UNE e de tantas entidades que apoiam o financiamento público”.
A importância da participação do ex-presidente Lula no ato de apoio
Henrique Fontana – “É muito grande porque é uma liderança política de grande credibilidade dentro do país. Ele conhece muito, no detalhe o sistema político brasileiro, porque teve a responsabilidade de ser 8 anos presidente da República. E é um dos mais fortes defensores de um projeto de reforma que retire do poder econômico a força que ele tem hoje na democracia e que fortaleça os partidos. Eu gostaria inclusive que todas as grandes lideranças do país se envolvessem profundamente com a reforma política. Quanto mais gente ajudando a fazer a reforma, melhor. Porque o pior dos mundos é o Brasil sair desse processo com o mesmo sistema político que nós temos hoje. E que nos causam tantos desgostos, e inclusive tantas críticas. Os sistemas têm coisas boas evidentemente, mas eles têm muitas coisas que precisam ser mudadas”.
Mudança no projeto de iniciativa popular
Henrique Fontana – “Nós introduzimos a possibilidade do cidadão participar através da redes sociais, ou seja, quando uma entidade ou um grupo quer fazer tramitar na câmara federal um determinado projeto de lei. Ele vai poder trabalhar nas redes sociais, a mobilização o apoio a esse projeto. O cidadão da sua casa, da lan house ou da escola vai poder abrir o seu computador, ler o projeto e se ele apoia a tramitação daquele projeto, ele simplesmente vai registrar nome, título de eleitor nome da mãe ou do pai, e ele estará apoiando a tramitação desse projeto. Então isso vai facilitar muito a participação direta da população na apresentação de projetos de lei e de emendas constitucionais para tramitarem no parlamento”.
O número de apoios pela internet
Henrique Fontana – “O projeto de lei demanda 500 mil apoios, número inclusive um pouco menor do que é hoje. Só hoje tem que ser assinatura presencial. E uma emenda constitucional demanda 1 milhão e 500 mil apoio”.
Henrique Fontana – “Com certeza ajuda muito o presidente Lula tem uma habilidade muito grande para o trato da política. Assim com a presença de outros grandes líderes. Vamos citar o vice-presidente Michael Temer que é presidente do PMDB e nesse momento está licenciado e está sendo exercida a presidência pelo senador Valdir Raupp, então nós estamos debatendo com todos os setores, e o presidente Lula ajuda muito na aprovação da reforma”.
A forma do sistema
Henrique Fontana – “Como o eleitor vai votar nominalmente no candidato que ele prefere, com toda liberdade. E vai ter uma 2ª escolha, que é escolher um partido que ele apóia. E ao apoiar este partido, ele estará apoiando um grupo de candidatos que concorrem por este partido. No final o parlamento vai ser composto metade de pessoas eleita por este voto que o eleitor deu ai partido e a outra metade pelo voto nominal que o eleitor deu nominalmente aos candidatos. Nós vamos ter um parlamento que nasce de um sistema misto de eleições. Como, aliás, tem em muitos lugares do mundo”.
Henrique Fontana – “Não, ele vai escolher um deputado com toda liberdade. E ele vai escolher um partido ao qual ele apoia. E ao apoiar esse partido político ele estará apoiando um programa, um projeto e a importância desse voto é exatamente esta. É que o eleitor seja convidado a uma reflexão da importância que tem os programas e os projetos. Por que eles é que mexem o país. Quando as pessoas, muitas vezes pensam que o importante é escolher uma pessoa boa e o meu voto está destinado, elas não estão se dando conta de que uma pessoa sozinha não consegue fazer nada no parlamento. Os grupos de interesse de poder, os grupos partidários é que se reúnem para debater temas, e é daí que nasce as decisões que influência a vida de todos nós”.
Henrique Fontana – “Eu amplie a parcela de distribuição igualitária de recursos, dentro do sistema de financiamento público exclusivo de campanhas. Nós ampliamos o número de cidades que terão 2º turno, atendendo também a emendas feitas. As cidades maiores de 100 mil habitantes passarão a ter 2º turno. E alteramos também a distribuição interna dos recursos, para tornar o sistema ainda mais justo, nos sentido de equilíbrio, entre os partidos que disputam uma eleição. Especialmente olhando o papel e o potencial de crescimento que devem ter os partidos de porte médio, hoje dentro da democracia do país”.
Voto
Henrique Fontana – “Eu mantenho a proposta do voto proporcionalmente misto. Onde se amplia o direito de voto do eleitor. Além de o eleitor continuar votando no deputado da sua preferência, ele também terá o direito de escolher um partido político e um programa da sua preferência. E este partido e este programa estarão representados por uma lista de candidatos que está preordenada pelo voto secreto dos filiados do partido. E isso é importante, não são os caciques que organizam a lista. É o voto secreto dos filiados ao partido que organizam esta lista que vai ser analisada pelo eleitor. Para que além de fiscalizar o deputado em quem ele votou, passe a fiscalizar o partido ao qual ele está empenhando o seu voto. Isso do meu ponto de vista fortalece a democracia. Por que é uma democracia forte precisa ter partidos organizados e representativos”.
Mudanças nas doações particulares
Henrique Fontana – “Está havendo uma confusão nessa área, empresas na verdade poderiam continuar doando para este fundo que é administrado pela justiça eleitoral. Ou seja, nenhuma empresa poderá doar para o candidato A ou para o candidato B, ou para o partido A ou partido B. Agora é lógico, não tem porque eu proibir uma empresa que institucionalmente queria apoiar o processo democrático no país, que ela faça essa doação para o tribunal eleitoral, que é quem administra este fundo. E que vai distribuir dentro desses critérios de equidade de que a lei prevê no sistema de financiamento público de campanha. Ou seja, termina completamente o recurso privado sendo dirigido pela empresa A ou empresa B, para o candidato A ou B. O que pode mudar em muitos momentos, em muitas vezes abrir o que eu chamo de uma relação privilegiada. A minha frase é a seguinte: não é bom para a democracia brasileira que todos aqueles que têm interesses a tratar com os futuros governos sejam dos mesmo que financiam as campanhas. Isso quebra o critério de impessoalidade e republicanismo que nós temos que preservar na gestão publica do país”.
O risco de avançar só o financiamento público
Henrique Fontana - “Não, porque o projeto de lei em 1º lugar prevê o financiamento, o sistema de votação e a democratização interna dos partidos, que além do que eu já falei, passa-se a exigir direções permanentes e definitivas dos partidos. E os assuntos que demandam PEC, a nossa ideia é preparar uma PEC substitutiva global que logo a seguir da votação do projeto de lei, seja votado. Agora é evidente, eu não tenho como colocar em um projeto de lei aquilo que demanda uma mudança constitucional. Como é o caso da ampliação da participação popular. E iniciativas de projeto de lei de iniciativa popular. O fim da coligação proporcional, a alteração da suplência do senado, para que passe a ser o deputado federal mais votado, no mesmo estado e do mesmo partido do senador eleito. Portanto esse suplente terá passado pelo crivo do voto. Essas mudanças exigem mudanças constitucionais. Então a votação tem que ser uma seqüência, vota-se o projeto de lei e a seguir vota-se a emenda substitutiva global de emenda constitucional”.
Manifestação do dia 4 e o consenso único para o financiamento
Henrique Fontana – “Não, na verdade hoje tem uma grande maioria, para não usar a palavra consenso no país. As pesquisas mostram isso. Que defendem a mudança do sistema político brasileiro eu diria que esse número já chega a 80,90% da população. Em diferentes pesquisas que se analisa. Por quê? É muito simples, por que as pessoas estão vendo que os problemas a política brasileira e a nossa democracia enfrentam não podem ser, combatidas apenas pela troca de candidatos. Tem que também bolar um sistema e adotar um sistema político que dê maior independência para os mandatos. O papel do poder econômico hoje é muito forte na democracia brasileira. Eu tenho dito uma frase – que nós estamos substituindo progressivamente o debate de ideias, programas e projetos, por uma corrida do ouro, de quem arrecada mais tem mais chances de se eleger. E os números mostram isso. Das 513 campanhas mais caras de deputado federal no Brasil inteiro, 369 tiveram sucesso. Ou seja, é muito direta a relação entre arrecadação e sucesso eleitoral. E é isso que eu proponho retirar da democracia brasileira. Permitir que setores mais pobres, setores médios que representam setores de poucos recursos financeiros tenham a chance de serem candidatos e tenham a chance de se eleger. Alias, não estou sozinho nisso, estou ao lado da OAB, da CNBB, da UNE e de tantas entidades que apoiam o financiamento público”.
A importância da participação do ex-presidente Lula no ato de apoio
Henrique Fontana – “É muito grande porque é uma liderança política de grande credibilidade dentro do país. Ele conhece muito, no detalhe o sistema político brasileiro, porque teve a responsabilidade de ser 8 anos presidente da República. E é um dos mais fortes defensores de um projeto de reforma que retire do poder econômico a força que ele tem hoje na democracia e que fortaleça os partidos. Eu gostaria inclusive que todas as grandes lideranças do país se envolvessem profundamente com a reforma política. Quanto mais gente ajudando a fazer a reforma, melhor. Porque o pior dos mundos é o Brasil sair desse processo com o mesmo sistema político que nós temos hoje. E que nos causam tantos desgostos, e inclusive tantas críticas. Os sistemas têm coisas boas evidentemente, mas eles têm muitas coisas que precisam ser mudadas”.
Mudança no projeto de iniciativa popular
Henrique Fontana – “Nós introduzimos a possibilidade do cidadão participar através da redes sociais, ou seja, quando uma entidade ou um grupo quer fazer tramitar na câmara federal um determinado projeto de lei. Ele vai poder trabalhar nas redes sociais, a mobilização o apoio a esse projeto. O cidadão da sua casa, da lan house ou da escola vai poder abrir o seu computador, ler o projeto e se ele apoia a tramitação daquele projeto, ele simplesmente vai registrar nome, título de eleitor nome da mãe ou do pai, e ele estará apoiando a tramitação desse projeto. Então isso vai facilitar muito a participação direta da população na apresentação de projetos de lei e de emendas constitucionais para tramitarem no parlamento”.
O número de apoios pela internet
Henrique Fontana – “O projeto de lei demanda 500 mil apoios, número inclusive um pouco menor do que é hoje. Só hoje tem que ser assinatura presencial. E uma emenda constitucional demanda 1 milhão e 500 mil apoio”.
Henrique Fontana – “Com certeza ajuda muito o presidente Lula tem uma habilidade muito grande para o trato da política. Assim com a presença de outros grandes líderes. Vamos citar o vice-presidente Michael Temer que é presidente do PMDB e nesse momento está licenciado e está sendo exercida a presidência pelo senador Valdir Raupp, então nós estamos debatendo com todos os setores, e o presidente Lula ajuda muito na aprovação da reforma”.
A forma do sistema
Henrique Fontana – “Como o eleitor vai votar nominalmente no candidato que ele prefere, com toda liberdade. E vai ter uma 2ª escolha, que é escolher um partido que ele apóia. E ao apoiar este partido, ele estará apoiando um grupo de candidatos que concorrem por este partido. No final o parlamento vai ser composto metade de pessoas eleita por este voto que o eleitor deu ai partido e a outra metade pelo voto nominal que o eleitor deu nominalmente aos candidatos. Nós vamos ter um parlamento que nasce de um sistema misto de eleições. Como, aliás, tem em muitos lugares do mundo”.
Henrique Fontana – “Não, ele vai escolher um deputado com toda liberdade. E ele vai escolher um partido ao qual ele apoia. E ao apoiar esse partido político ele estará apoiando um programa, um projeto e a importância desse voto é exatamente esta. É que o eleitor seja convidado a uma reflexão da importância que tem os programas e os projetos. Por que eles é que mexem o país. Quando as pessoas, muitas vezes pensam que o importante é escolher uma pessoa boa e o meu voto está destinado, elas não estão se dando conta de que uma pessoa sozinha não consegue fazer nada no parlamento. Os grupos de interesse de poder, os grupos partidários é que se reúnem para debater temas, e é daí que nasce as decisões que influência a vida de todos nós”.
(Apolos Neto – Portal do PT)
sábado, 24 de setembro de 2011
Max Freitas Mauro (Wikepédia)
Max Freitas Mauro
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Max Freitas Mauro (Vila Velha, 11 de março de 1937) é um médico e político brasileiro. Foi prefeito de Vila Velha, deputado estadual, três vezes deputado federal e foi eleito governador do Espírito Santo em 1986.
[editar]Biografia
Filho de Saturnino Rangel Mauro e Maria da Penha Freitas Mauro, formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Bahia em 1962, em Salvador, tendo feito residência em clínica médica no Hospital das Clínicas Professor Edgar Santos. Ao retornar ao Espírito Santo inicialmente foi médico do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários e Empregados em Serviços Públicos (IAPFESP) e posteriormente do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB). Com a fusão dos institutos de previdência social do país, tornou-se médico do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social).
Foi sócio e plantonista do "PRONTO-SOCORRO PARTICULAR DE VITÓRIA", onde dava plantões duas vezes por semana, à noite das terças-feiras e durante o dia aos sábados. Enveredou pelos caminhos da política a partir do cargo de Diretor do Serviço de Saúde e Assistência Social da Prefeitura de Vila Velha, cidade que o elegeu Prefeito em 1970, pelo MDB, partido do qual foi um dos fundadores em solo capixaba, quatro anos antes. Concluído o seu mandato de dois anos, iniciou articulações que o elegeram deputado estadual em 1974 e deputado federal em 1978. Reinstituído o pluripartidarismo no país, no primeiro ano do governo do Presidente e General do Exército - João Figueiredo, Max Mauro foi também um dos fundadores do [[Partido do Movimento Democrático Brasileiro
PMDB], dando continuidade, assim, à sua luta contra a ditadura instalada em 1964 no Brasil, sendo reeleito deputado federal em 1982.
Em 1986 venceu tanto a convenção do PMDB, que o escolheu candidato, quanto a eleição para o Governo do Estado. Governou o Espírito Santo de 1987 a 1991, um período de hiper inflação e estagnação econômica. Fez um governo democrático, aberto aos movimentos sociais, mas enfrentou uma forte oposição de deputados na Assembléia Legislativa, inclusive de alguns deputados de seu partido inconformados com a linha de austeridade que imprimiu ao seu governo. Durante os quatro anos, apesar do fracasso dos Planos de combate à inflação [(Cruzado II, Bresser, Collor I e Collor II)], equilibrou as finanças do Estado, pagou rigorosamente os compromissos da dívida pública externa e interna, inclusive os herdados de governos anteriores, recuperou a capacidade de investimento do Estado que era "zero", quando assumiu, e ao encerrar o Governo atingiu 20% de sua receita, pelo que recebeu o reconhecimento do Banco Central, a autoridade monetária do país, pois ao lado do Paraná e do Ceará eram os únicos Estados da federação, saneados financeiramente. Instituiu no âmbito da Governadoria a Comissão Estadual de Obras Públicas (CEOPs)com a finalidade de assessorar o governo, acompanhar e fiscalizar as licitações, aprimorando as normas de licitações públicas, acompanhar e fiscalizar obras e serviços de engenharia com a participação das diversas secretarias e autarquias públicas, bem como a participação do Sindicato da Industria da Construção Civil, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Conselho Regional de Contabilidade, da OAB, entre outros. Instituiu a Auditoria Geral do Estado e criou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Reformulou e instituiu outros conselhos, como o de Educação, de Cultura, de Transporte Coletivo, abrindo-os à participação dos setores da sociedade interessados nessas diversas àreas. Deixou marcas de seu governo na àrea da segurança pública, executando um projeto de reformulação institucional que incluiu a implantação de concurso para todas as carreiras da Polícia Civil, criação do Conselho de Segurança Pública, depurando as instituições policiais com o afastamento dos seus maus servidores, aproximando a Polícia Militar da comunidade, nos bairros, ampliação do quadro de soldados e a construção dos DPM's (Destacamento da Policia Militar) e edificando os DPJ's (Departamento de Polícia Judiciária) nos municípios de Serra, Vitória e Vila Velha e delegacias em Vitória e no interior. Combateu energicamente o crime organizado. Implantou o sistema TRANSCOL (Transporte Coletivo na Grande Vitória)quebrando o monopólio das empresas, nas linhas intermunicipais, construindo os terminais de passageiros nos municipios da região da Grande Vitória, tarifa única onde os trabalhadores, na sua maioria residentes nos bairros de periferia, isto é, os mais distantes das sedes municipais pagavam um valor menor em detrimento dos que moravam na sede, geralmente pessoas de maior poder aquisitivo. Para implantar o TRANSCOL e diante das greves constantes diante da inflação que corroía os salários e os interesses das empresas em aumentos de tarifa foi necessário decretar intervenção nas empresas que monopolizavam o transporte em Cariacica, Vila Velha e Serra, exigindo a renovação de toda a frota incluindo aquisição de ônibus articulados. Concluiu a TERCEIRA PONTE, Ponte Castello Mendonça, iniciada em 1978, unindo Vila Velha a Vitória, além de construir a duplicação da Ponte de Guarapari, a Ponte do Pontal em Itapemirim, a Ponte do município de Anchieta, Ponte sobre o Rio Piraqueassú ligando Aracruz a Santa Cruz e a nova Ponte sobre o Rio Itabapoana ligando Bom Jesus do Norte a Bom Jesus do Estado do Rio de Janeiro. Construiu também 264 kilômetros de novas rodovias.
No seu período de governo acabou com a carência de leitos hospitalres públicos, construindo e aparelhando hospitais como o Hospital São Lucas, Hospital Dório Silva, Hospital Roberto Silvares (São Mateus), Hospital Antônio Bezerra de Farias, Hospital Geral e Infantil de Vila Velha, Hospital da Polícia Militar, além de outros no interior como em Rio Bananal, Divino de São Lourenço, Linhares, reabrindo o Hospital Talma Drumond Pestana, e reformando e ampliando o Hospital Silvio Avidos, em Colatina e a construção dos Centros de Saúde de Carapina e Maruípe. O Espírito Santo, na época, foi um dos primeiros estados a implantar o Sistema Único de Saúde. Na área da educação reformou 1.398 escolas na Grande Vitória e principalmente no interior, construiu 339 novas escolas gerando 76.910 novas matrículas, incluindo o ensino fundamental e o ensino médio. Iniciou a execução do seu projeto de esgotamento e tratamento de esgoto sanitário no bairro Flexal em Cariacica, na Praia de Camburi e Praia da Costa, com recursos próprios do governo estadual, e, ao mesmo tempo implantou o Programa de Controle de Incidência de Mosquitos (PROCIM). Com a Secretaria de Meio Ambiente foi criado também o Conselho Estadual do Meio ambiente, com participação ampla das entidades organizadas em torno da questão ambiental. Foi possível, então, enfrentar os graves problemas da poluição atmosférica e das águas no Estado, tendo para isso, inclusive, negociado com as principais empresas poluidores como a Aracruz Celulose, que lançava seus dejetos diretamente no mar e poluía a atmosfera, chegando até a Grande Vitória o mau cheiro de enxofre, e da mesma forma em relação às empresas Siderúrgica de Tubarão (CST) e a Vale Rio Doce com a poluição do pó de minério e do pó de carvão, sendo que essas duas, após um longo período de negociação se recusaram a assinar o compromisso de implantar os equipamentos necessários, o que levou o Governo a decretar a interdição das duas empresas até a asinatura do acordo, o que finalmente ocorreu.
Filiou-se ao PDT e em 1990 apoiou o engenheiro Albuíno Azeredo seu sucessor no Palácio Anchieta derrotando em segundo turno o senador José Ignácio Ferreira do [[Partido da Social Democracia Brasileira
PSDB], candidato apoiado pelo PMDB. Em 1991 recebeu a Condecoração do Mérito Universitário outorgada pela Universidade Federal do Espírito Santo e migrou para o PMN perdendo a eleição para governador em 1994, no primeiro turno. Foi eleito, em 1998, Deputado Federal, pela terceira vez e pelo PTB. Em 2002, pela coligação PTB-PDT-PL e com apoio informal de setores do PT, disputou novamente o Governo do Estado, sua candidatura cresceu muito ao final da campanha pelo que deixou de ocorrer o segundo turno por diferença apenas de 2% dos votos apurados. Em 2006 disputou o Senado, uma eleição em que o Governador do Estado usou e abusou do Poder para derrotá-lo, face ter disputado a eleição de governador contra ele, quatro anos antes.
[editar]Ligações externas
Biografia de Max Mauro na Câmara dos Deputados
Precedido por
José Moraes Governador do Espírito Santo
1987 — 1991 Sucedido por
Albuíno Cunha de Azeredo
[Expandir]
v • e
Governadores do Espírito Santo (1889 — 2011)
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Categorias: Governadores do Espírito Santo
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Max Freitas Mauro (Vila Velha, 11 de março de 1937) é um médico e político brasileiro. Foi prefeito de Vila Velha, deputado estadual, três vezes deputado federal e foi eleito governador do Espírito Santo em 1986.
[editar]Biografia
Filho de Saturnino Rangel Mauro e Maria da Penha Freitas Mauro, formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Bahia em 1962, em Salvador, tendo feito residência em clínica médica no Hospital das Clínicas Professor Edgar Santos. Ao retornar ao Espírito Santo inicialmente foi médico do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários e Empregados em Serviços Públicos (IAPFESP) e posteriormente do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB). Com a fusão dos institutos de previdência social do país, tornou-se médico do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social).
Foi sócio e plantonista do "PRONTO-SOCORRO PARTICULAR DE VITÓRIA", onde dava plantões duas vezes por semana, à noite das terças-feiras e durante o dia aos sábados. Enveredou pelos caminhos da política a partir do cargo de Diretor do Serviço de Saúde e Assistência Social da Prefeitura de Vila Velha, cidade que o elegeu Prefeito em 1970, pelo MDB, partido do qual foi um dos fundadores em solo capixaba, quatro anos antes. Concluído o seu mandato de dois anos, iniciou articulações que o elegeram deputado estadual em 1974 e deputado federal em 1978. Reinstituído o pluripartidarismo no país, no primeiro ano do governo do Presidente e General do Exército - João Figueiredo, Max Mauro foi também um dos fundadores do [[Partido do Movimento Democrático Brasileiro
PMDB], dando continuidade, assim, à sua luta contra a ditadura instalada em 1964 no Brasil, sendo reeleito deputado federal em 1982.
Em 1986 venceu tanto a convenção do PMDB, que o escolheu candidato, quanto a eleição para o Governo do Estado. Governou o Espírito Santo de 1987 a 1991, um período de hiper inflação e estagnação econômica. Fez um governo democrático, aberto aos movimentos sociais, mas enfrentou uma forte oposição de deputados na Assembléia Legislativa, inclusive de alguns deputados de seu partido inconformados com a linha de austeridade que imprimiu ao seu governo. Durante os quatro anos, apesar do fracasso dos Planos de combate à inflação [(Cruzado II, Bresser, Collor I e Collor II)], equilibrou as finanças do Estado, pagou rigorosamente os compromissos da dívida pública externa e interna, inclusive os herdados de governos anteriores, recuperou a capacidade de investimento do Estado que era "zero", quando assumiu, e ao encerrar o Governo atingiu 20% de sua receita, pelo que recebeu o reconhecimento do Banco Central, a autoridade monetária do país, pois ao lado do Paraná e do Ceará eram os únicos Estados da federação, saneados financeiramente. Instituiu no âmbito da Governadoria a Comissão Estadual de Obras Públicas (CEOPs)com a finalidade de assessorar o governo, acompanhar e fiscalizar as licitações, aprimorando as normas de licitações públicas, acompanhar e fiscalizar obras e serviços de engenharia com a participação das diversas secretarias e autarquias públicas, bem como a participação do Sindicato da Industria da Construção Civil, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Conselho Regional de Contabilidade, da OAB, entre outros. Instituiu a Auditoria Geral do Estado e criou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Reformulou e instituiu outros conselhos, como o de Educação, de Cultura, de Transporte Coletivo, abrindo-os à participação dos setores da sociedade interessados nessas diversas àreas. Deixou marcas de seu governo na àrea da segurança pública, executando um projeto de reformulação institucional que incluiu a implantação de concurso para todas as carreiras da Polícia Civil, criação do Conselho de Segurança Pública, depurando as instituições policiais com o afastamento dos seus maus servidores, aproximando a Polícia Militar da comunidade, nos bairros, ampliação do quadro de soldados e a construção dos DPM's (Destacamento da Policia Militar) e edificando os DPJ's (Departamento de Polícia Judiciária) nos municípios de Serra, Vitória e Vila Velha e delegacias em Vitória e no interior. Combateu energicamente o crime organizado. Implantou o sistema TRANSCOL (Transporte Coletivo na Grande Vitória)quebrando o monopólio das empresas, nas linhas intermunicipais, construindo os terminais de passageiros nos municipios da região da Grande Vitória, tarifa única onde os trabalhadores, na sua maioria residentes nos bairros de periferia, isto é, os mais distantes das sedes municipais pagavam um valor menor em detrimento dos que moravam na sede, geralmente pessoas de maior poder aquisitivo. Para implantar o TRANSCOL e diante das greves constantes diante da inflação que corroía os salários e os interesses das empresas em aumentos de tarifa foi necessário decretar intervenção nas empresas que monopolizavam o transporte em Cariacica, Vila Velha e Serra, exigindo a renovação de toda a frota incluindo aquisição de ônibus articulados. Concluiu a TERCEIRA PONTE, Ponte Castello Mendonça, iniciada em 1978, unindo Vila Velha a Vitória, além de construir a duplicação da Ponte de Guarapari, a Ponte do Pontal em Itapemirim, a Ponte do município de Anchieta, Ponte sobre o Rio Piraqueassú ligando Aracruz a Santa Cruz e a nova Ponte sobre o Rio Itabapoana ligando Bom Jesus do Norte a Bom Jesus do Estado do Rio de Janeiro. Construiu também 264 kilômetros de novas rodovias.
No seu período de governo acabou com a carência de leitos hospitalres públicos, construindo e aparelhando hospitais como o Hospital São Lucas, Hospital Dório Silva, Hospital Roberto Silvares (São Mateus), Hospital Antônio Bezerra de Farias, Hospital Geral e Infantil de Vila Velha, Hospital da Polícia Militar, além de outros no interior como em Rio Bananal, Divino de São Lourenço, Linhares, reabrindo o Hospital Talma Drumond Pestana, e reformando e ampliando o Hospital Silvio Avidos, em Colatina e a construção dos Centros de Saúde de Carapina e Maruípe. O Espírito Santo, na época, foi um dos primeiros estados a implantar o Sistema Único de Saúde. Na área da educação reformou 1.398 escolas na Grande Vitória e principalmente no interior, construiu 339 novas escolas gerando 76.910 novas matrículas, incluindo o ensino fundamental e o ensino médio. Iniciou a execução do seu projeto de esgotamento e tratamento de esgoto sanitário no bairro Flexal em Cariacica, na Praia de Camburi e Praia da Costa, com recursos próprios do governo estadual, e, ao mesmo tempo implantou o Programa de Controle de Incidência de Mosquitos (PROCIM). Com a Secretaria de Meio Ambiente foi criado também o Conselho Estadual do Meio ambiente, com participação ampla das entidades organizadas em torno da questão ambiental. Foi possível, então, enfrentar os graves problemas da poluição atmosférica e das águas no Estado, tendo para isso, inclusive, negociado com as principais empresas poluidores como a Aracruz Celulose, que lançava seus dejetos diretamente no mar e poluía a atmosfera, chegando até a Grande Vitória o mau cheiro de enxofre, e da mesma forma em relação às empresas Siderúrgica de Tubarão (CST) e a Vale Rio Doce com a poluição do pó de minério e do pó de carvão, sendo que essas duas, após um longo período de negociação se recusaram a assinar o compromisso de implantar os equipamentos necessários, o que levou o Governo a decretar a interdição das duas empresas até a asinatura do acordo, o que finalmente ocorreu.
Filiou-se ao PDT e em 1990 apoiou o engenheiro Albuíno Azeredo seu sucessor no Palácio Anchieta derrotando em segundo turno o senador José Ignácio Ferreira do [[Partido da Social Democracia Brasileira
PSDB], candidato apoiado pelo PMDB. Em 1991 recebeu a Condecoração do Mérito Universitário outorgada pela Universidade Federal do Espírito Santo e migrou para o PMN perdendo a eleição para governador em 1994, no primeiro turno. Foi eleito, em 1998, Deputado Federal, pela terceira vez e pelo PTB. Em 2002, pela coligação PTB-PDT-PL e com apoio informal de setores do PT, disputou novamente o Governo do Estado, sua candidatura cresceu muito ao final da campanha pelo que deixou de ocorrer o segundo turno por diferença apenas de 2% dos votos apurados. Em 2006 disputou o Senado, uma eleição em que o Governador do Estado usou e abusou do Poder para derrotá-lo, face ter disputado a eleição de governador contra ele, quatro anos antes.
[editar]Ligações externas
Biografia de Max Mauro na Câmara dos Deputados
Precedido por
José Moraes Governador do Espírito Santo
1987 — 1991 Sucedido por
Albuíno Cunha de Azeredo
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Governadores do Espírito Santo (1889 — 2011)
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Prometida há 2 anos, reforma do Senado volta à baila
Waldemir Barreto/Ag.Senado
Presidente da Comissão de Justiça do Senado, Eunício Oliveira vai nomear nesta terça (20) um novo relator para a proposta de reforma administrativa da Casa.Eunício (PMDB-CE) disse ao blog que escolherá um entre três senadores que, segundo ele, apresentaram-se como voluntários para relatar o projeto.
São eles: Vital do Rêgo, Benedito de Lira (PP-AL) e Cícero Lucena (PSDB-PB). A tróica participou da subcomissão que elaborou o penúltimo projeto de reforma.
Nessa subcomissão, nomeada por Eunício e presidida por Eduardo Suplicy (PT-SP), o relator foi Ricardo Ferraço (PMDB-ES).
Conforme noticiado aqui no domingo (18), o texto produzido por Ferraço sugere providências que resultariam num corte anual de despesas de R$ 150 milhões.
A peça aguarda na fila de votação da Comissão de Justiça. Daí a importância da decisão de Eunício de recolocá-la em movimento.
Na conversa com o repórter, Eunício disse que é “o maior interessado” na reforma. Atribuiu a demora ao calendário e à azáfama da comissão que preside.
Afirmou que o projeto lhe chegou às mãos dias antes do início do recesso legislativo do meio do ano.
De volta ao trabalho, a Comissão de Justiça viu-se submetida a uma série de sabatinas –do procurador-geral Roberto Gurgel a membros do CNJ.
Eunício negou ao repórter a versão segundo a qual ele conspira contra a reforma a serviço do tetrapresidente do Senado, José Sarney.
“Tenho respeito pela biografia do Sarney, mas não sou do grupo dele”, disse Eunício. “Sou um senador independente do Estado do Ceará.”
Prometida por Sarney há dois anos, quando a crise dos “atos secretos” levou às manchetes as mazelas do Senado, a reforma converteu-se em pantomima.
Em vez de economia, produziu, por ora, desperdício de tempo e de dinheiro. O tempo foi consumido num sem número de audiências públicas com especialistas.
As verbas perderam-se nas horas dedicadas à matéria por servidores e senadores regiamente remunerados pelo contribuinte.
De resto, o Senado torrou R$ 500 mil num par de relatórios encomendados à Fundação Getúlio Vargas –um em 2009, no auge da crise; outro em 2010.
Agora, Eunício afirma que a coisa não passará de outubro. O novo relator terá, segundo ele, 15 dias para concluir o trabalho.
Depois, a encrenca será, finalmente, votada na Comissão de Justiça. Dali, segue para o plenário do Senado, dono da palavra final.
A despeito da longevidade do debate, os senadores estão longe do consenso. O próprio Eunício diz ter ouvido ressalvas a trechos do relatório de Ricardo Ferraço.
Entre elas, a de que o texto pode levar à extinção do serviço médico do Senado. “Vai acabar com o departamento? O que fazer com os médicos, que são concursados?”
Em verdade, a proposta de Ferraço, aprovada por unanimidade na subcomissão, não fala em extinguir departamentos.
No caso da estrutura médica, o texto fixa um generoso prazo de 360 dias para que a direção do Senado reestruture o setor, enxugando-o.
Hoje, opera no Senado uma autêntico hospital de porte médio. Coisa de mais de uma centena de servidores, entre médicos e outros profissionais da área de saúde.
Senadores e servidores já dispõe de plano de saúde. No caso dos detentores de mandato, o ressarcimento das despesas médicas é gratuito e integral.
Ricardo Ferraço, o relator do texto que suscita ressalvas, diz que também se ofereceu para continuar cuidando da matéria no plenário da Comissão de Justiça.
Ele não consta, porém, do rol de opções de Eunício, restrito a Vital do Rêgo, Benedito de Lira e Cícero Lucena.
Considerando-se a atuação dos três no debate prévio, vêm aí uma reforma da proposta de reforma do Senado.
Escrito por Josias de Souza às 05h42
Sérgio Lima/Folha
Oito candidatos correm no páreo que oferece como prêmio a vaga que a aposentadoria do ministro Ubiratan Aguiar abriu no TCU.
Oito candidatos correm no páreo que oferece como prêmio a vaga que a aposentadoria do ministro Ubiratan Aguiar abriu no TCU.
Considerando-se o movimento das apostas, apenas dois concorrentes conservam vivas as chances de pôr a mão no troféu.
Empurrada por jóqueis tarimbados, a candidatura de Ana Arraes (PSB-PE) estaria hoje, à frente da de Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Além do filho Eduardo Campos, a torcida da deputada Ana reúne no hipódromo legislativo personagens como Lula e os tucanos Aécio Neves e Sérgio Guerra.
Ex-presidente da Câmara e ex-amigo de Eduardo Campos, Aldo Rebelo desafia o favoritismo da rival munido de um arreio sui generis.
Comunista de resultados, Aldo espera merecer da bancada ruralista o agradecimento pelo relatório que produziu na votação do Código Florestal.
Considerando-se o vaivém observado nas baias do PMDB, os desejos de Aldo podem se materializar em votos.
O partido do vice Michel Temer comparece ao páreo com montaria própria. Chama-se Átila Lins (AM) o candidato pemedebê à poltrona do TCU.
Pelas contas da direção do PMDB, já fugiram das rédeas algo como uma dezena de votos do pedaço ruralista da legenda. Trotam na direção de Aldo.
Como a bancada rural é suprapartidária, estima-se que movimento semelhante ocorrerá nas outras legendas.
A votação está marcada para esta quarta (21). A natureza do voto, secreto, faz do plenário da Câmara um ambiente propício à traição.
Com tantos figurões à sua volta, a eventual derrota de Ana Arraes converteria a deputada numa perdedora menor.
Não é por outra razão que Eduardo Campos troca os afazeres de governador de Pernambuco por viagens a Brasília semana sim, outra também.
Escrito por Josias de Souza às 04h34
A mãe do governador pernambucano Eduardo Campos, seu mais aguerrido cabo eleitoral, anotou no twitter:
"Quando se trata da fiscalização de gastos, é preciso um olhar realista, considerando características de cada cidade."
Entre as sacrossantas atividades do TCU está a de controlar os bilhões que a Viúva entrega anualmente, por meio de convênios, aos municípios brasileiros.
Do ponto de vista do contribuinte, provedor da bilheteria, interessa que o TCU imponha, com máximo rigor: 1) respeito às normas. 2) punição aos larápios.
Tomada pelas palavras, a candidata a ministra parece sugerir uma trilha que conduz ao meio termo.
Filtradas pelo “olhar realista”, a correção das transgressões e a sanção aos desvios seriam dosadas segundo “as características” de cada filial do circo.
. Escrito por Josias de Souza às 03h25
domingo, 18 de setembro de 2011
Sob Sarney, Senado dribla corte de R$ 150 mi anuais
Fotos: ABr, Ag.Câmara e Divulgação
Em 2009, sitiado por uma crise que o levou 11 vezes ao Conselho de Ética, José Sarney (PMDB-AP) prometera “reformar” a administração do Senado. Cavalgando o compromisso, Sarney acionou sua infantaria (Lula inclusive), driblou as acusações (de atos secretos à contratação de apaniguados) e salvou o mandato.
Decorridos dois anos, ficou pronta, em maio passado, a última versão da prometida reforma das engrenagens viciadas do Senado. Redigiu o texto Ricardo Ferraço, uma alma independente do PMDB do Espírito Santo. A coisa foi aprovada em subcomissão presidida por Eduardo Suplicy (PT-SP).
Na versão Ferraço, a reforma prevê o corte de algo como R$ 150 milhões nas despesas anuais do Senado. A lâmina atinge inclusive os gabinetes dos senadores. Para entrar em vigor, a reforma precisa ser aprovada em dois foros. Primeiro, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Depois, no plenário do Senado.
Sarney e os outros 79 senadores, inclusive os que defenderam seu afastamento da Presidência em 2009 –Pedro Simon, por exemplo— guardam obsequioso silêncio. O atualíssimo debate sobre a urgência de reforçar as arcas da saúde pública acrescenta ao silêncio do Senado um adjetivo: “É ensurdecedor”, diz Ferraço.
Aprovado por unanimidade na subcomissão da CCJ, o texto de Ferraço fixa prazo de 360 dias para o Senado redimensionar o hospital que mantém em suas dependências. Enquanto eleitores pobres enfrentam as filas no SUS e fenecem de espera, senadores, ex-senadores e servidores do Senado usufruem de uma anomalia.
Distribuído em 2.500 m², funciona no Senado um hospital com equipamentos sofisticados e cerca de cem profissionais da área de saúde. Entre eles, 48 médicos, sete odontólogos, 13 psicólogos, três fisioterapeutas, um farmacêntico, 23 técnicos em enfermagem e dois radiologistas.
No hospital do Senado, os salários começam em R$ 13,8 mil e terminam em R$ 20,9 mil. É o sonho de qualquer servidor public do SUS. No dizer de Ferraço, as instalações hospitalares do Senado constituem um “tapa na cara da sociedade brasileira.”
Por quê? Senadores, ex-senadores, funcionários do Senado e respectivos familiars dispõem de planos de saúde procidos pelo Tesouro. Coisa fina. No caso dos senadores –atuais e antigos— o Senado cobre integralmente as despesas médicas, inclusive no exterior, sem exigir um mísero centavo de contribuição.
“Qual é o sentido de manter no Senado um hospital com capacidade para atender uma cidade de porte médio?”, pergunta Ferraço. Ele mesmo responde: “Nenhum sentido.” Até recentemente, o hospital do Senado funcionava inclusive nos fins de semana. Só em horas extras, o contribuinte desembolsava R$ 3,5 milhões ao ano.
O simples debate da reforma produziu a extinção da farra. Levantamento da direção da Casa atestou que, nos fins de semana, atendia-se uma média de três pacientes. O projeto de reforma que aguarda pela boa vontade de Eunício Oliveira vai muito além das despesas hospitalares.
Sugere a redução das funções comissionadas do Senado de 2.072 para 1.129. Economia de R$ 28 milhões por ano. Propõe a poda dos cargos com direito a comissão de 1.538 para 1.220. Corte de R$ 62 milhões por ano.
Advoga o enxugamento das secretarias do Senado de 38 para meia dúzia. Cancelamento de despesas de R$ 10 milhões por ano. A reforma desce aos gabinetes dos 81 senadores. Hoje, cada senador dispõe de 12 “cargos de livre provimento”. Gente contratada sem concurso.
Em sua sacrossanta generosidade, a direção do Senado autoriza os senadores a “desdobrar” as contratações. Assim, em vez de contratar um assessor com salário de R$ 12 mil, contratam-se seis com vencimentos de R$ 2 mil cada um.
Da mágica resulta que cada senador emprega –em Brasília e nos Estados— até 79 assessores. Com a reforma, os cargos de gabinete caem de 12 para sete. Desmembrando-se os contracheques, iriam à folha até 55 auxiliares, não mais 79.
Por que diabos o projeto ainda não foi levado a voto? Confrontado com a pergunta do repórter, Ferraço solta uma gargalhada. Depois, declara: “Sinceramente, não sei.” Ele acrescenta: “Está pronto. Mas, no Senado, as coisas só andam se há vontade política.”
O primeiro desembolso pagou uma proposta de reforma elaborada pela FGV em 2009, ano em que Sarney ardeu em crise. Desfigurado em debates internos, resultou em nada. Em 2010, nomeou-se uma comissão para acertar os desacertos.
Presidida por Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e relatada por Tasso Jereissati (PSDB-CE), a comissão encomendou novo estudo à FGV. Mais R$ 250 mil. Tasso perdeu o mandato de senador e nada foi votado.
Constituída em fevereiro de 2011, a comissão que teve Ferraço como relator serviu-se do relatório herdado de Tasso para produzir a nova proposta de reforma. De novo, o tetrapresidente Sarney e sua infantaria respondem com golpes de gaveta. Até quando?
Escrito por Josias de Souza às 07h29
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
PMDBdoC faz cara feia e destila veneno em manifesto
Antônio Cruz/ABrDivulgou nesta quarta (31) manifesto do ‘PMDBdoC’. Uma sublegenda do Cunha infiltrada na legenda do vice-presidente Michel Temer.
Assinam a peça os oito deputados federais que integram a bancada pemedebê do Rio de Janeiro –Cunha e mais sete.
Expressando-se em linguagem viperina, os signatários defendem que o PMDB devolva a Dilma Rousseff todas as poltronas que ocupa na máquina do Estado.
Anotam: como “o tamanho do partido não está representado adequadamente” na partilha, “melhor seria estarmos fora de ocupação de cargos públicos”.
Um pemedebê versado no idioma “cunhês” traduz: Dilma baniu Cunha e Cia. de Furnas. O grupo quer voltar a se sentir “representado adequadamente.”
O manifesto fala do “desconforto com as denúncias envolvendo os quadros do partido no governo” em malfeitos “anteriores à gestão comandada pelo PMDB.”
O pemedebê-tradutor explica o que vai nas entrelinhas: o ‘PMDBdoC’ refere-se à pasta do Turismo, comandada pelo colega Pedro Novais (PMDB-MA).
As denúncias que ardem nas manchetes referem-se a um convênio de 2009. Coisa do segundo reinado de Lula. Nessa época, o ministério era feudo do PT.
O raciocínio não é aplicável à pasta da Agricultura. Ali, foi ao asfalto um Wagner Rossi que, apadrinhado por Temer, dava as cartas desde Lula.
O tradutor recorda: Cunha foi empurrado para fora da relatoria do Código de Processo Civil numa conversa conduzida por Temer, no gabinete da vice-presidência.
Na parte final do manifesto, a sublegenda do Cunha mostra os dentes. Diz que o apoio ao governo não é incompatível com a apuração de “qualquer denúncia existente.”
Acrescenta que as investigações podem correr em cia “tradicional” ou na extraordinária trilha de uma “CPI”.
O especialista em tradução do “cunhês” para o português associa esse pedaço do texto a outro parágrafo, no qual o manifesto dos inssurretos menciona a DRU.
A DRU é a ferramenta fiscal que permite ao governo converter em superávit primário 20% da arrecadação tributária com destinação constitucional específica.
A coisa expira em dezembro. E corre na Câmara um projeto no qual Dilma sugere a renovação até 2015.
No manifesto, o PMDBdoC escreve que assunto de tamanha relevância merece ser bem discutido. Por quê?
A prorrogação da DRU “implicará a perda da possibilidade de aumento dos gastos com saúde e educação”, que deveriam ser “prioridades” do PMDB.
E o tradutor: com sua pregação pseudosocial, a tribo do Cunha informa ao Planalto que, desatendida, pode criar estorvos à tramitação da DRU.
No Planalto, os operadores de Dilma enxergaram o documento tóxico como um frasco de veneno fraco.
Cargos? O PMDBdoC já não tem. O pedaço do PMDB que ainda tem não se anima a devolver. Ao contrário, pede mais.
CPI? Um dos signatários do manifesto, o deputado Nelson Bornier, já havia assinado o pedido da oposição.
Se os outros sete integrantes da sublegenda do Cunha resolverem rubricar, a lista da CPI, hoje com 126 rubricas, vai a 133. O número mínimo exigido é 171.
DRU? A turma de Temer não seria maluca de permitir embaraços. O ajuste fiscal iria para o beleléu. Com ele, iria à breca o Tesouro de Dilma, do qual o PMDB é sócio.
De resto, trabalha-se com a perspectiva de que a unidade do PMDBdoC não resiste à tentação das emendas. Liberando meia dúzia, o Planalto deixa Cunha falando sozinho.
No idioma do "cunhês", o vocábulo verbas abre o dicionário.
- O blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza às 22h3
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