segunda-feira, 5 de maio de 2014

Senado recorre ao plenário do STF contra CPI exclusiva sobre Petrobras

Ministra atendeu oposição e determinou criação de CPI exclusiva.
Renan Calheiros afirmou que decisão foi 'grave ingerência' no Legislativo.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
 
O presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), apresentou recurso nesta segunda-feira (5) para pedir que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reveja decisão sobre a instalação de uma CPI exclusiva para investigar a Petrobras.
A Mesa do Senado quer que o plenário revogue a decisão da ministra Rosa Weber, que determinou a instalação da comissão exclusiva, e defende que o próprio Congresso delibere sobre a abrangência da CPI. Para Renan Calheiros, a decisão da ministra foi uma "grave ingerência" do Judiciário no Legislativo.
Há duas semanas, a ministra Rosa Weber atendeu pedido da oposição e concedeu liminar (decisão provisória) para determinar a instalação de CPI exclusiva - parlamentares governistas tentavam ampliar o escopo da comissão, para apurar também denúncias sobre o metrô de São Paulo e sobre o Porto de Suape, em Pernambuco. As irregularidades, em tese, atingiriam o PSDB e o PSB.
Depois da decisão de Rosa Weber, Renan Calheiros determinou indicação de nomes para duas comissões, uma mista de deputados e senadores e outra somente de senadores, ambas para investigar a estatal. Os líderes partidários ainda decidirão se, de fato, as duas CPIs seriam instaladas ou se somente uma delas.
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Cuida-se de inadmissível e grave ingerência de um poder sobre o outro, sem o mínimo respaldo na Carta da República"
Recurso apresentado pela Mesa do Senado
Apesar de ter dado continuidade à instalação da CPI da Petrobras, Renan Calheiros argumentou ao Supremo que definir a abrangência da comissão é questão interna do Congresso. Calheiros destaca que a decisão da ministra impediu que os próprios parlamentares decidissem qual seriam os temas a serem investigados.
"Em caráter preventivo - e precoce, porque não havia lesão ou ameaça a direito de quem quer que seja -, subtraiu-se do legislativo que deliberasse e decidisse sobre a questão. [...] Cuida-se de inadmissível e grave ingerência de um poder sobre o outro, sem o mínimo respaldo na Carta da República", afirma o recurso.
O presidente do Senado afirma que criação e abrangência de CPI é "interna corporis", ou seja, questão interna do Congresso. "A interpretação e a aplicação de matéria interna corporis não se sujeita ao crivo do Poder Judiciário, porquanto inseridas na autonomia assegurada a cada um dos poderes constituídos. Isso significa, igualmente, que eventual usurpação das competências internamente fixadas, quando não haja parâmetro constitucional a ser invocado, deve ser resolvida pelos mecanismos internos de controle de cada poder."
Renan Calheiros defende que as CPIs podem ter diversos temas, mesmo que sem conexão entre os fatos.
"Não há que se falar em conexão entre fatos no momento da criação de uma CPI. Em resumo, a delimitação do objeto de investigação encontra limites nas atribuições do Poder Legislativo e na exigência constitucional de determinação dos fatos. [...] Não se pode definir, a priori, que certos temas ou fatos determinados sejam excluídos definitiva e irrevogavelmente do âmbito de investigação da CPI."


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sábado, 26 de abril de 2014

Sob pressão, deputado André Vargas pede desfiliação do PT

Em carta enviada ao diretório do partido em Londrina, o deputado - alvo de investigação por ligações com doleiro - diz que desligamento foi informado à Justiça
notícia
LAYCER TOMAZ / CÂMARA DOS DEPUTADOS
André Vargas já era visto como um problema dentro do PT, podendo colocar em risco a reeleição da presidente Dilma
       
  Pressionado pelo PT, o deputado licenciado André Vargas (PT-PR) encaminhou carta ontem ao diretório municipal do partido em Londrina pedindo sua desfiliação do partido.  
“Informo, ainda, que na data de hoje (ontem) também realizarei a devida comunicação do meu desligamento do PT perante o Juízo Eleitoral da 146ª Zona Eleitoral de Londrina, por ser este meu local de inscrição, onde possuo domicílio eleitoral”, diz a carta, encaminha à imprensa pelo deputado.

O pedido para Vargas deixar o partido surgiu após o parlamentar desistir de renunciar ao mandato alegando necessidade de se defender no cargo contra o processo de cassação por ligações com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

Figura em ascensão dentro do PT, Vargas começou a cair em desgraça com a cúpula da legenda após virem à tona detalhes de sua relação com Youssef, suspeito de participar de esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Vargas chegou a viajar de férias com a família em um jatinho cedido pelo doleiro. Depois que o fato foi noticiado, ele renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara.

Vargas tem dito a interlocutores que tem o apoio de cerca de 30 deputados petistas. O presidente nacional do PT, RuiFalcão contesta: “Não vejo um movimento de solidariedade coletiva a ele. Não vi ninguém ir à tribuna e falar que ele ter viajado no avião do doleiro foi correto”. (da agência Folhapress

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ministra do Supremo manda Senado instalar CPI exclusiva sobre Petrobras

Rosa Weber atendeu a pedido formulado por senadores da oposição.
Governistas queriam ampliar abrangência da CPI; cabe recurso ao plenário.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
 
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber determinou na noite desta quarta-feira (23) que o Senado instale uma CPI exclusiva para investigar supostas irregularidades na Petrobras.
Rosa Weber atendeu a pedido de parlamentares da oposição, que queriam ter garantido o direito de uma comissão específica para investigar denúncias sobre a estatal, que incluem a compra de uma refinaria no Texas (EUA), suspeita de superfaturamento, e pagamento de propina a funcionários.
A decisão da ministra é liminar (provisória) e valerá até que o plenário do Supremo decida sobre o tema. "Defiro em parte a liminar, sem prejuízo, por óbvio, da definição, no momento oportuno, pelo Plenário desta Suprema Corte", disse a ministra na decisão.
Governistas também foram ao Supremo. Eles pretendiam assegurar a instalação de uma CPI ampliada, que incluísse investigações de obras sob suspeita em estados governados pela oposição. Mas a ministra rejeitou esse pedido.
Recursos
Os governistas ainda podem recorrer ao plenário do Supremo. O senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, afirmou ao G1 que pelo menos
dois recursos devem ser impetrados – um, pela senadora Ana Rita (PT-ES) e outro pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é contrário a uma CPI exclusiva da Petrobras.

Já o senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos principais articuladores da CPI na oposição, divulgou nota dizendo que caberá ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
instalar "imediatamente" a CPI, após receber dos partidos a indicação dos membros que irão compor a comissão.
'Objeto restrito'
Rosa Weber determinou que seja suspensa uma eventual decisão do plenário do Senado sobre a abrangência da CPI – o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL),
pretendia esperar uma decisão do Supremo antes de levar o assunto para deliberação do plenário.
Rosa Weber estipulou que a comissão parlamentar de inquérito não terá "objeto alargado", conforme queriam os governistas, mas sim "objeto restrito", como pediu a oposição.
A oposição argumentou que uma comissão ampla teria como objetivo tirar o foco das supostas irregularidades na Petrobras.
Na semana passada, Rosa Weber pediu informações ao Senado antes de tomar a decisão. O presidente da Casa, Renan Calheiros, defendia uma CPI ampliada, como queria o governo.
Na interpretação de Calheiros, a instalação de uma CPI é assunto interno do Congresso que, segundo ele, não está sujeito ao controle do Judiciário.
Colaborou Renan Ramalho, do G1, em Brasília


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terça-feira, 22 de abril de 2014

Clima esquenta entre PT e PSDB na votação do Marco Civil da Internet no Senado

Tucano Aécio Neves e petista Lindbergh Farias trocam farpas durante discussão do texto
Carolina Martins, do R7, em Brasília
Durante debate sobre Marco Civil da Internet, Lindbergh Farias se defendeu de deputado tucano, que apelou usando 'dedo em riste'Pedro França /Agência Senado
Durante a discussão do texto do Marco Civil da Internet no plenário do Senado, nesta terça-feira (22), o senador e pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves (MG), e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) trocaram provocações na tribuna do plenário. O tucano Mário Couto (PA) saiu em defesa de Aécio e também entrou na discussão.
Os senadores debatiam o requerimento, apresentado pelo PMDB, para inversão da pauta do plenário. Com a manobra, o projeto do Marco Civil, que era o último item da pauta, passou a ser o primeiro.
A estratégia é para dar celeridade à tramitação e permitir que o texto seja enviado para sanção da presidente Dilma Rousseff o mais rápido possível.
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No entanto, partidos de oposição como o DEM e o PSDB, se posicionaram contra a aprovação imediata do texto e pediram mais tempo para analisar a proposta e apresentar emendas que pudessem melhorá-la.
O PSDB acusa a presidente Dilma Rousseff de interferir no Senado, exigindo a aprovação do texto para apresentá-lo, como lei, na conferência internacional sobre governança da internet, que começa nesta quarta-feira (23), em São Paulo.
Mas, para Lindbergh Farias, a estratégia dos tucanos foi "um tiro no pé". O senador alegou que o projeto é de interesse de todos os brasileiros e se posicionar contra o Marco Civil da Internet é contrariar o interesse do povo.
Aécio Neves reagiu à provocação e acusou Farias de querer "apequenar" o debate, levando a discussão para o âmbito político. O tucano disse ainda que o petista estava atrasado na discussão.
— O senador Lindbergh chegou agora e não sabe do que está falando.
Lindbergh pediu novamente a palavra para responder à Aécio, e acusou o senador de não ter autoridade para falar de atrasos e assiduidade.
— O senhor [Aécio] não é dos mais assíduos aqui, então não venha falar de autoridade.
Mário Couto (PSDB-PA) entrou na discussão e, com o dedo em riste, se aproximou de Lindbergh para defender Aécio Neves e seu partido. O senador petista reagiu.
— Não aponte o dedo para a minha cara, não.
Como os ânimos se exaltaram, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que está presidindo a sessão, foi obrigado a cortar os microfones do plenário e encerrar o debate.
— Eu peço aos senadores calma. Nós encerraremos o debate e vamos abrir o painel para fazer a apuração dos votos.
A oposição foi derrotada e o requerimento de inversão de pauta foi aprovado por 46 votos a favor e 15 contrários. Com isso, os senadores devem votar ainda nesta terça-feira o Marco Civil da Internet.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Deputado André Vargas desiste de entregar carta de renúncia nesta terça

Um dia antes, ele havia anunciado que renunciaria ao mandato.
Motivo do recuo é hipótese de processo de cassação ter continuidade.

Felipe Néri Do G1, em Brasília
 
O deputado licenciado André Vargas (PT-PR) desistiu de entregar à Câmara nesta terça-feira (15) a carta de renúncia ao mandato, segundo informou a assessoria de imprensa da Vice-Presidência da Casa.
O recuo do parlamentar, que um dia antes havia anunciado a intenção de renunciar, se deu devido à interpretação do Conselho de Ética da Câmara de que a renúncia não interrompe o processo de cassação aberto no órgão.
Nota divulgada pela assessoria do parlamentar diz que, "de acordo com a Constituição Federal, a renúncia ao mandato será inócua, pois não surtirá qualquer efeito. Em face disso, o deputado federal André Vargas (PT-PR) está reestudando a hipótese de renúncia". No último dia 9, Vargas anunciou que tinha renunciado à vice-presidência da Câmara, mas, de acordo com a Secretaria Geral, ele não formalizou o pedido.
O Conselho de Ética instaurou o processo de cassação depois que os partidos de oposição PSDB, DEM e PPS protocolaram representação pedindo a apuração de quebra de decoro parlamentar.
Vargas é alvo de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso em operação da Polícia Federal sob suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 10 bilhões. No último dia 2, da tribuna do plenário da Câmara, o deputado chegou a admitir que viajou de maneira "imprudente" em um jatinho fretado pelo doleiro, mas negou ilegalidade na relação com Youssef. Três dias depois, a revista "Veja" reproduziu mensagens que ele teria trocado com o doleiro para tratar de um contrato entre uma empresa e o Ministério da Saúde.
De acordo com a Constituição Federal, a renúncia ao mandato será inócua, pois não surtirá qualquer efeito. Em face disso, o deputado federal André Vargas (PT-PR) está reestudando a hipótese de renúncia."
Assessoria da Vice-Presidência da Câmara
Ao anunciar que renunciaria, Vargas buscava, por um lado, atender a pedidos de colegas de partido que o pressionavam para deixar o mandato e, por outro, evitar a exposição que tem sofrido na mídia.
O efeito prático de deixar o Parlamento, por meio de renúncia ou de um processo que culminasse na cassação, é praticamente o mesmo. Em ambas as situações o deputado teria como principal consequência ficar inelegível por oito anos.
A diferença é que a cassação geraria maior prejuízo político. Ao ficar submetido ao processo no conselho mesmo após renunciar, Vargas não só prolongaria o tempo de exposição, ao ter de apresentar defesa formal aos parlamentares e ser julgado pelo plenário, como também ficaria com um "carimbo" de cassado, o que ele não deseja.
Segundo a assessoria da Vice-Presidência da Câmara, o deputado chegou a viajar para Brasília com o objetivo de entregar a carta de renúncia. Mas voltou atrás depois de saber da intenção do Conselho de Ética de manter o processo disciplinar contra ele.
De acordo com o artigo 55 da Constituição, a renúncia de parlamentar alvo de processo que pode levar à cassação tem os "efeitos suspensos até as deliberações finais" do procedimento aberto. Assim, a renúncia só seria plena após a conclusão do processo no Conselho de Ética.
"A renúncia não corta os efeitos da representação se a admissibilidade [do processo] for aprovada pelo Conselho de Ética. Se aprovada a admissibilidade, o processo continua, independentemente da renúncia", disse o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), nomeado relator do processo de cassação no conselho.
Mas o tema ainda é objeto de divergência entre o corpo técnico da Câmara e deputados.  O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PSD-SP), disse que pretende dar continuidade ao processo na Câmara mesmo com a renúncia de Vargas.
Na avaliação de Izar – e de consultores da Secretaria Geral da Mesa da Câmara – o processo de cassação deveria continuar como forma de garantir uma apuração própria do Legislativo sobre o caso, embora o próprio Izar tenha confessado que, na hipótese de renúncia, o processo se tornaria inócuo, ainda que "importante".
“Continuar o processo após a renúncia não tem efeito prático e pode até parecer inócuo. Mas acho que é importante continuar porque entendo que o deputado quer evitar esse processo disciplinar aqui dentro ao decidir pela renúncia. Ele não quer que investiguemos. Podemos ir além [na investigação] dos fatos que já estão sendo mostrados”, disse Izar.
Nesta terça, o deputado Júlio Delgado foi à Polícia Federal para pedir acesso à parte do inquérito da operação Lava Jato que detalha a suposta ligação do deputado com o doleiro Alberto Youssef.

terça-feira, 15 de abril de 2014

André Vargas decide renunciar ao mandato na Câmara dos Deputados

Licenciado, ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficará inelegível até 2023. Vargas também não se livra do processo no Conselho de Ética.

 
 
Depois da pressão, o deputado envolvido com um doleiro preso disse que vai renunciar nesta terça-feira (15) ao mandato, mas André Vargas não está livre do processo no Conselho de Ética.
O deputado licenciado já foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, isso significa que ele ficará inelegível até 2023. O relatório do processo por quebra de decoro deve ser apresentado na semana que vem. André Vargas está licenciado do cargo desde o último dia sete.
Os problemas dele começaram com a revelação de que voou em um avião fretado pelo doleiro Alberto Yousef, preso pela Polícia Federal. Ele é acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro.
André Vargas foi à tribuna da Câmara e se defendeu. Disse que foi imprudente ao voar no avião fretado pelo doleiro. Dias depois, foi alvo de uma série de denúncias, entre elas mensagens que ele teria trocado com Youssef para tratar de um contrato entre uma empresa e o Ministério da Saúde. No último dia nove, o Conselho de Ética abriu processo contra André Vargas por quebra de decoro.
A expectativa que a carta de renúncia do deputado André Vargas seja entregue nesta terça, e não está descartada a possibilidade dele ir a plenário e fazer um discurso. Vargas disse que está sendo julgado ‘sem direito a defesa, sem ter sido intimado judicialmente’.

sábado, 12 de abril de 2014

Mandato da deputada Maria Luiza é cassado por infidelidade partidária

Ação foi julgada na quinta-feira (10) e divulgada nesta sexta-feira (11).
TRE estabeleceu um prazo de 10 dias para a posse de suplente.

Do G1 BA
Por meio de uma ação de infidelidade partidária, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a cassação do mandato da deputada estadual Maria Luiza Orge Barradas Carneiro (PSC), que está no cargo desde 2011. A decisão foi tomada na quinta-feira (10) e divulgada à imprensa nesta sexta-feira (11).
A ação de perda de mandato foi movida pela  Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA). Conforme o parecer do órgão, a deputada Maria Luiza se desfiliou sem justa causa do Partido Social Democrático (PSD), em 2013, após decidir retornar para o Partido Social Cristão (PSC), por onde se elegeu em 2010.
Em nota, a PRE informou a defesa de perda de mandato  "por concluir pela inexistência de justa causa que subsidiasse a desfiliação da deputada do PSD, o que evidencia a intenção de trocar de legenda tendo em vista as eleições gerais, em 2014".
O processo de cassação foi movido pelo procurador Regional Eleitoral Sidney Madruga, em 7 de novembro de 2013. Segundo a PRE, os motivos finais para solicitação da perda de mandato foram apresentados ao TRE, no dia 14 de fevereiro deste ano, pelo atual procurador Regional Eleitoral na Bahia, José Alfredo.
No TRE, o julgamento da ação contou com votação unânime a favor da cassação. Com o resultado, o órgão determinou o envio de ofício para a mesa diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para empossar o suplente em até dez dias.
Procurada pelo G1 na noite desta sexta-feira (11), a deputada Maria Luiza não emitiu um parecer sobre a decisão até o fechamento desta reportagem.

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